
O mercado de crédito vem ganhando impulso no Brasil, beneficiado por uma série de inovações que ocorreram nos últimos anos. O Relatório de Economia Bancária 2022, publicado pelo Banco Central, confirma esse desempenho. Segundo o documento, a carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) encerrou 2022 com forte crescimento, pelo terceiro ano consecutivo. O saldo total dos empréstimos e financiamentos do SFN cresceu 14% no ano, alcançando R$5,3 trilhões, e a participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,2 p.p. no ano, atingindo 53,8% em dezembro.
O crescimento do setor de crédito tem sido consistente a ponto de neutralizar a existência de práticas lesivas que tendem a afetar a dinâmica desse mercado, que é um dos motores da economia. De acordo com a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito, todas as iniciativas que comprometam o acesso a informações relativas ao crédito podem ser consideradas prejudiciais.
Elias Sfeir, presidente da ANBC, esclarece que os birôs de crédito são empresas de alta tecnologia que geram estudos precisos sobre o comportamento de crédito de pessoas e empresas, sendo fundamentais para o país, pois quanto maior a transparência, melhor serão as relações de consumo e a saúde financeira dos brasileiros.
Segundo a ANBC, são seis as principais práticas lesivas que podem prejudicar o setor:
“Quem oferece crédito precisa saber o comportamento do tomador em relação aos pagamentos. Quem busca por crédito deve usar suas informações, a nota de crédito, por exemplo, para negociar taxas de juros menores e melhores condições de pagamento. Qualquer prática que atrapalhe essa dinâmica acaba por impactar a operação de crédito, prejudicando todos os envolvidos no mercado, sejam eles concedentes ou tomadores de crédito, e a economia como um todo”, afirma o presidente da ANBC.
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