
O processo de lipoaspiração apresenta alguns riscos que o paciente deve estar ciente antes de decidir pela cirurgia. De acordo com o Scielo, um dos riscos, potencialmente letal, é a ocorrência de embolia pulmonar após a lipoaspiração. A embolia gordurosa pulmonar, que pode não ser prontamente diagnosticada devido à sua variada apresentação clínica, pode incluir sintomas que vão desde leve falta de ar, taquicardia, febre e pequenos pontos vermelhos na pele até situações graves de insuficiência respiratória, podendo levar à morte.
De acordo com o Manual MSD, uma embolia pulmonar pode acontecer devido a alguns fatores, como insuficiência cardíaca, imobilização/mobilidade reduzida, cateteres venosos de demora, doença mieloproliferativa, síndrome nefrótica, obesidade, gestação/período pós-parto, anemia falciforme, tabagismo, acidente vascular encefálico (AVE) ou trauma/cirurgia.
Josué Montedonio, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que a embolia pulmonar é geralmente causada por um coágulo de sangue, embora outras substâncias também possam formar êmbolos e bloquear uma artéria, como, por exemplo, micropartículas de gordura.
No caso da embolia gordurosa, ela pode ser provocada, principalmente, por enxerto de gordura, procedimento em que o médico tira a gordura de um lugar e coloca em outro e, com mais frequência, quando é dentro da musculatura.
Prevenção
Segundo o especialista, a embolia é muito difícil de ser prevista. A trombose na lipoaspiração pode ser prevenida, evitando-se cirurgias demasiadamente longas e com grandes volumes de aspirado.
Tratamento
Segundo o Manual MSD, a embolia pulmonar é tratada com medicamentos anticoagulantes. Se o caso for de alto risco, a cirurgia ou terapia guiada por cateter deve ser considerada. Pacientes de baixo risco devem receber apenas anticoagulação.
Alerta dos riscos da lipoaspiração
O doutor Josué ainda alerta: “Entre as principais causas de óbitos relacionados à lipoaspiração estão a tromboembolia pulmonar, a perfuração visceral, a intoxicação por drogas anestésicas, a falência cardíaca, a infecção extensa, o choque hemorrágico e a embolia gordurosa pulmonar”.
De acordo com cirurgião plástico, a lipoaspiração está entre as cirurgias plásticas mais realizadas em todo o mundo, principalmente nos últimos 30 anos, e vem se tornando um procedimento cada vez mais seguro, porém, não isento de sérios riscos de complicações, incluindo óbitos algumas vezes mal esclarecidos, o que a torna uma cirurgia temida por muitos pacientes.
Dr. Josué Montedonio, CRM 117 312, RQE 30 714.
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