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Vivo se alia a China na implantação do 5G no Brasil e defende empresa que faz espionagem para o governo Chinês

Christian Gebara, CEO da Operadora

13/06/2020 às 11h51
Por: Cidade na Rede Fonte: DoVall
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Vivo se alia a China na implantação do 5G no Brasil e defende empresa que faz espionagem para o governo Chinês

A operadora Vivo controlada pela espanhola Telefônica defende a implantação do 5G no Brasil com equipamentos e tecnologia da Huawei, empresa chinesa que é conhecida por espionagem em vários países do mundo.

 

O anúncio foi feito por Christian Gebara, atual CEO da operadora, durante live realizada nesta terça-feira, 9, pelo site Valor Econômico.

 

Desde maio do ano passado, a Huawei é acusada pelo governo de Donald Trump de espionagem industrial, o que significaria um risco para a segurança nacional dos EUA e de países aliados. Austrália, Estados Unidos, Nova Zelândia e Japão restringiram já a participação da empresa nos seus mercados.

 

Entretanto, o executivo da Vivo diz que não identificaram riscos para a companhia ou seus clientes no uso dos produtos chineses. Ele afirma, ainda, que a Huawei é relevante e um dos principais players no desenvolvimento das redes 5G no país.

 

“A Huawei é uma das empresas mais avançadas e inovadoras tecnologicamente no ramo de telecomunicações, assim como em outros ramos… Hoje, a gente tem a Huawei como fornecedor e cumpre todos os protocolos de segurança locais e globais”, diz o CEO da Vivo.

 

Para o CEO da Vivo, a Huawei terá papel fundamental na chegada da rede 5G no Brasil. “Achamos que eles devem continuar a ser relevantes . Falando em 5G, a Huawei está entre os dois principais concorrentes no desenvolvimento da tecnologia. Seguimos apostando nessa tecnologia, considerando os critérios de segurança do grupo”, ressaltou.

 

O leilão do 5G no Brasil segue sem data definida, podendo ocorrer no segundo semestre deste ano ou no início do próximo.

 

A desconfiança sobre a Huawei é alimentada, em parte, por o seu fundador, Ren Zhengfei, ser um ex-engenheiro do exército chinês, e por uma lei aprovada em 2017, que obriga as grandes empresas chinesas a cooperarem com os serviços de inteligência do país. Alguns corajosos ex-funcionários da empresa já confirmaram para jornais da europa esse relacionamento "institucional"  entre o grupo de telecomunicações Huawei e os serviços secretos chineses.

 

Ex-funcionários da Huawei disseram que trabalharam em projetos de monitoramento e 'hacking' de telecomunicações e outros descreveram o seu trabalho no grupo de tecnologia como estando ligado ao Ministério de Segurança do Estado da China e ao Exército de Libertação Popular.

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