
O Brasil teve em 2022 o sétimo maior faturamento em vendas diretas no mundo. É o que apontam os dados divulgados pela WFDSA (Federação Mundial das Associações de Vendas Diretas) e ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas).
Pelo segundo ano consecutivo o país obteve a mesma colocação, ficando atrás somente de Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, China, Japão e Malásia. O Brasil também manteve a liderança do ranking entre os países da América Latina.
Produtos e serviços por venda direta movimentaram R$ 45 bilhões durante o período no país, fruto do trabalho de 3,5 milhões de empreendedores que revendem direto das empresas para o cliente final, por marketing multinível ou mononível.
Para Cristina Boner, empresária e profissional da área de tecnologia, a posição mundial do Brasil em vendas diretas e a liderança na América Latina é um indicativo da robustez e da vitalidade do setor no país. “Isso demonstra não apenas a força do mercado interno, mas também a capacidade de adaptação e inovação das empresas e dos profissionais envolvidos”.
A especialista afirma que a posição de destaque no cenário global e regional também se deve à cultura empreendedora brasileira. “A valorização do relacionamento direto com o cliente e a personalização do atendimento contribuem para o sucesso do Brasil no segmento”, diz ela, ressaltando a importância de fatores como “a diversidade de produtos oferecidos, a eficácia das estratégias de vendas e a crescente digitalização dos processos de venda”.
Dados do setor de vendas diretas
Ainda segundo dados da ABEVD, as categorias que geram mais receitas no segmento são: cosméticos e cuidados pessoais, com 43%; roupas e acessórios, com 18%; e saúde e nutrição, com 10% do faturamento do setor.
Sobre os perfis dos empreendedores, as mulheres são maioria, ocupando 60% dos postos de trabalho. A maior parte dos revendedores é casada, representando 57% do total.
O levantamento também aponta a faixa etária dos empreendedores de vendas diretas. Quase a metade, 49%, são jovens de 18 a 29 anos. Já os com idade de 30 a 40 anos correspondem a 30% dos revendedores, enquanto os vendedores mais experientes, de 41 a 54 anos, representam 16% do total.
Boner aponta que conhecer os dados sobre o perfil do empreendedor independente no Brasil é fundamental para entender as dinâmicas do mercado de vendas diretas. “Geralmente, esses empreendedores são motivados pela flexibilidade de horários, pela possibilidade de gerenciamento autônomo dos negócios, e pelo desejo de alcançar independência financeira”, explica a especialista em tecnologia.
A empresária ressalta a importância da diversidade do perfil dos revendedores, abrangendo diferentes faixas etárias e acredita que esse panorama sugere que o setor de vendas diretas é acessível e atraente para uma ampla gama de pessoas, oferecendo oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
O relatório da ABEVD, por fim, mostra que os canais digitais predominam na divulgação de vendas diretas, com 80% dos revendedores utilizando aplicativos de mensagens, e 71% usando as redes sociais para atender os clientes.
Para saber mais, basta acessar: Cristina Boner (@cristina.boner)
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