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Weintraub deixa ‘gestão limpa e amplo legado’, diz MEC

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19/06/2020 às 14h27
Por: Cidade na Rede Fonte: DoValle
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Weintraub deixa ‘gestão limpa e amplo legado’, diz MEC

O Ministério da Educação (MEC) fez questão de emitir uma nota parabenizando Abraham Weintraub pela sua atuação no comando da pasta. O governo descreve uma gestão limpa e que um ‘amplo legado’ é deixado pelo agora ex-ministro. Ele anunciou sua saída para assumir a diretoria do Banco Mundial, com sede em Washington, nos Estados Unidos.

O MEC destacou a capacidade de gerenciamento de um dos maiores orçamentos da administração pública federal, R$ 150 bilhões ao ano, “mantendo o equilíbrio financeiro e o uso racional do dinheiro público”, além do compromisso em prol das políticas educacionais e inovação no Enem. Durante seu trabalho, Weintraub implementou reformas como a Política Nacional de Alfabetização e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, fornecendo alimento à mais de 40 milhões de alunos em 2019.

A nota cita ainda a criação do “Escola de Todos”, criado para “promover a cultura de paz nas escolas” em combate ao bullying, desrespeito à pluralidade de ideias e à liberdade de expressão. “Além de uma melhor formação aos docentes da educação básica, buscou resgatar valores, seja com o protagonismo da família no processo de desenvolvimento dos pequenos, ou incentivando o respeito ao professor em sala de aula”, diz a nota.

Entre algumas medidas implementadas pelo professor durante o comando do Ministério da Educação, desde abril de 2019, estão:

 

Reformulação do Fies, com 294 mil vagas ofertadas pelo Sisu e 411 mil pelo Prouni

 

Digitalização do diploma universitário, resultando em uma economia estimada de 48 milhões por ano para as universidades;

 

95.400 bolsas de estudos nacionais e 4 mil internacionais para professores com foco na educação básica

 

Investimento de R$80 milhões em pesquisas de pós-graduação na amazônia legal

 

Investimento de R$ 1,9 bilhão em livros didáticos;

 

Aquisição de 28 mil livros em braile;

 

Aquisição de 1.363 ônibus escolares para 480 municípios;

 

Lançamento do programa das Escolas Cívico-Militares com expectativa de crescimento de 54 transições em 2020 para 216 em 2023;

 

Lançamento do Futura-se, programa para empreendedorismo, inovação e captação de recursos próprios nas universidades federais.

 

Liberação de 100% do contigenciamento das universidades federais no início de 2019 e investimento de verba extra de R$219 milhões.

 

Ao final, a pasta confirma que o ex-ministro trabalhará no Banco Mundial, “onde atuará como diretor representando o Brasil” no grupo de acionistas composto por Colômbia, Filipinas, Equador, República Dominicana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago. A troca vai refletir em um aumento salarial de quase 400% por mês, ele passará a receber US$ 21.547 (quase R$ 116 mil) livre de impostos por ser funcionário internacional.

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