
O ritmo que surgiu entre os trabalhadores negros das plantações de tabaco e algodão nos Estados Unidos do final do século XIX e conquistou todo o Ocidente passa a ser também um dos ritmos da emissora pública dos capixabas. ‘Improvizzo’, uma das novas atrações da Espírito Santo FM 89.1, traz ao público o melhor do jazz. O programa vai ao ar às quintas-feiras às 20 horas, sob o comando de Francisco Grijó.
Um prato cheio para quem curte o bebop de Charlie Parker e Dizzy Gillespie; as formações de quartetos e quintetos de Miles Davis; e o jazz cantado por divas como Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald e Billie Holiday, além de vários outros exemplos que estão entre os preferidos do apresentador, que é escritor e professor de Literatura. Ele não deixa de fora, é claro, o jazz brasileiro, como o jazz samba de Sergio Mendes e Tenório Jr., nem o jazz surgido em terras capixabas, como o Afonso Abreu Trio e a arte do saxofonista Marcelo Coelho. Sobre este último, haverá em breve uma edição especial.
A paixão pelo jazz é algo antigo para Grijó. “Começou na minha família, com meu pai. Ele ouvia as big bands aos domingos e isso teve importância na minha formação musical. Na adolescência, passei rápido pela fase do rock e voltei a me ligar na mpb, de Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, e no jazz de ícones como o saxofonista John Coltrane. O BR Rock passou, não pegou como pegou meus colegas, e eu continuei descobrindo novos músicos, cantores, instrumentistas do jazz. Comecei a estudar, ler biografias e passei a correr atrás de shows, ouvir quartetos… Mas nunca me arrisquei a tocar, não tenho habilidade!”, conta Grijó, que fala sobre jazz também no blog Ipsis Litteris.
Para quem ainda não ouviu ‘Improvizzo’, ele observa que, mesmo que a atração seja pensada para apreciadores do ritmo, ela é apresentada considerando aqueles que não são conhecedores. “Busco um tom mais informal e mais didático. O jazz é tido como algo elitizado, mas não deveria. Está sendo muito gratificante fazer o ‘Improvizzo’. É uma oportunidade para pesquisar mais”, comenta Grijó.
O nome da atração vem do fato de que a improvisação é uma das características mais marcantes do jazz, que tem ritmo não-linear. Por isso Grijó, quando perguntado sobre a relação entre música e literatura, aposta em uma semelhança com a poesia concreta. “A literatura vem da música, mas o jazz tem poucos elementos literários enquanto prosa. Mas podemos ver semelhança com a poesia, sobretudo a poesia concreta, pois seu ritmo é mais quebrado”, avalia.
Serviço
‘Improvizzo’: Às quintas-feiras, às 20 horas, na Espírito Santo FM 89.1, com reprise aos domingos, às 21 horas.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação Fundação Carmélia Maria de Souza de Cultura e Comunicação Pública
Maíra Piccin
(27) 3636-6651
@espiritosantofm
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