
Em 2024, pela primeira vez, o número de óbitos em acidentes de trânsito superou o total de homicídios dolosos no Estado, com 980 vítimas fatais nas vias capixabas, contra 852 mortes violentas intencionais. Esse e outros dados sobre a segurança no trânsito estão disponíveis no IJSN Especial – Segurança no Trânsito, divulgado nessa quarta-feira (14) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base em informações recentes da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).
A publicação, elaborada pelo Observatório da Segurança Cidadã, destaca que esse dado alarmante sobre os óbitos em acidentes de trânsito foi um dos principais impulsionadores para a criação do Comitê para a Preservação da Vida no Trânsito — instância de articulação que reúne representantes de diversos níveis de governo e da sociedade civil, com o objetivo de reverter esse cenário por meio de ações coordenadas, como o fortalecimento da fiscalização, campanhas educativas e melhorias na infraestrutura viária.
O Comitê atua com foco na integração de dados, revisão de legislações, identificação de trechos críticos e incorporação de tecnologias para a redução dos sinistros.
“As ações do Comitê para a Preservação da Vida no Trânsito reforçam o papel do Espírito Santo como protagonista na implementação de políticas públicas baseadas em evidências”, destacou o diretor-geral do Instituto Jones, Pablo Lira.
A análise disponível na publicação contextualiza o panorama capixaba no âmbito das metas internacionais definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que instituíram a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2021–2030). No Brasil, esse movimento global resultou na formulação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS), cuja meta é reduzir pela metade os óbitos por grupo de veículos e habitantes até 2030. O plano se estrutura em seis pilares: gestão da segurança, vias seguras, segurança veicular, educação, atendimento às vítimas e fiscalização.
De acordo com a análise dos dados de 2024, os motociclistas representam 52% das vítimas fatais no trânsito capixaba, seguidos por condutores de automóveis (16%) e pedestres (15%). A maior parte dos acidentes fatais ocorre aos finais de semana, com destaque para os domingos, que concentram quase 20% das ocorrências. O sexo masculino é predominante entre as vítimas (84%), e a faixa etária com maior incidência é de 25 a 34 anos (19,4%).
Em relação aos tipos de acidentes, colisões e atropelamentos se destacam. As rodovias federais respondem por 61% das fatalidades, indicando a necessidade de maior atenção nas vias de maior fluxo e velocidade.
A apresentação também revela os municípios com maiores índices de vítimas fatais, como Serra, Vila Velha e Vitória. Entretanto, quando se considera a taxa de óbitos por 10 mil veículos ou por extensão viária, cidades de menor porte, como Governador Lindenberg, Alto Rio Novo e Marilândia, aparecem entre os maiores riscos relativos, tanto à saúde quanto ao trânsito.
Acesse o estudo completo através do link: https://ijsn.es.gov.br/Media/IJSN/PublicacoesAnexos/S%C3%ADnteses/IJSN%20Especial%20-%20Seguran%C3%A7a%20no%20Tr%C3%A2nsito.pdf
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