
De acordo com dados recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), 43% das redes associadas operam com algum modelo de microfranquia — definido pela entidade como investimento inicial de até R$ 135 mil. O estudo indica ainda que 122 novas marcas de microfranquias se filiaram à ABF e que 26 redes tradicionais lançaram versões de menor investimento no período analisado.
Nesse cenário, o setor financeiro tem se destacado, especialmente o segmento de franquias de crédito, que permite modelos operacionais mais enxutos, com trabalho remoto e maior digitalização. Segundo levantamento da consultoria PwC, as fintechs de crédito impulsionaram a redução no número de pessoas desbancarizadas no Brasil, de 16,3 milhões em 2012 para 4,6 milhões em 2023.
É o caso da Empréstimoney. Segundo Leandro Tamai, sócio-fundador da marca, o crescimento do setor está diretamente ligado à transformação do comportamento financeiro da população e ao avanço da digitalização.
"As pessoas estão cada vez mais conscientes sobre crédito, renegociação e planejamento financeiro. Isso abriu um mercado imenso para quem quer empreender oferecendo soluções financeiras de forma ética, transparente e próxima da comunidade", explica Tamai.
Com investimento inicial a partir de R$ 70 mil, a Empréstimoney aposta em um modelo de microfranquia que pode ser operado de casa, com suporte total de tecnologia e treinamento.
"Nosso propósito é democratizar o acesso ao crédito e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades de negócio sustentáveis. Muitos de nossos franqueados começaram sozinhos, em home office, e hoje administram pequenas equipes ou pontos físicos", destaca o empresário.
O cenário econômico brasileiro, marcado por juros altos e restrições bancárias, também contribui para a expansão dessas microfranquias. Dados do Banco Central mostram que mais de 70 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida ativa, o que, para Tamai, reforça a procura por intermediação, refinanciamento e educação financeira.
O profissional também pontua que o diferencial das microfranquias financeiras está no baixo custo operacional e no impacto social positivo:
"Muitas pessoas que nos procuram estão endividadas ou sem acesso a soluções bancárias. Nossos franqueados aprendem a atuar com empatia, ajudando clientes a reorganizar a vida financeira e retomar o controle."
Para o empreendedor que busca segurança e um ponto de partida sólido, Tamai acredita que o momento é favorável:
"Com pouco investimento e dedicação, é possível ter retorno rápido e construir uma renda estável. O mercado financeiro é dinâmico e resiliente — mesmo em períodos de crise, as pessoas continuam buscando crédito e orientação", conclui.
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