
No primeiro ano após a desestatização, a Sabesp ultrapassou as metas contratuais de expansão dos serviços, alcançando 148% do previsto para a ampliação da rede de água tratada e 130% no avanço da coleta de esgoto no biênio 2024–2025. A privatização da empresa, que atende 371 cidades no estado, foi realizada em julho de 2024, por iniciativa do Governo de São Paulo, e é acompanhada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Nos nove primeiros meses de 2025, a companhia investiu R$10,4 bilhões e, desde que a empresa assumiu, em outubro de 2024, foram captados aproximadamente R$18 bilhões para financiar novas obras.
O investimento possibilitou que a empresa conectasse 762 mil residências à rede de esgoto, beneficiando 2,2 milhões de pessoas, o que representa 130% da meta de 588 mil. Mais de 645 mil novas ligações de água foram implantadas, beneficiando quase 2 milhões de pessoas, e representando 148% da meta prevista de 435 mil.
“A privatização que realizamos em 2024 está permitindo tornar mais rápida a execução dos investimentos. Isso coloca São Paulo na direção certa do desenvolvimento sustentável, de mais água na torneira da casa das pessoas, de mais segurança hídrica para os paulistas”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística , Natália Resende.
O Marco Legal do Saneamento determinou que o acesso à água tratada deve ser garantido para 99% da população e o tratamento de esgoto para 90% em todo o país até 2033. A privatização, porém, vai permitir que a Sabesp antecipe esses indicadores em quatro anos, para 2029, no estado de São Paulo. A empresa vai investir R$ 70 bilhões no período para que a meta seja alcançada.
O resultado em 2025 valida o novo modelo de gestão e posiciona a Sabesp para a meta de realizar mais de 4 milhões de novas conexões até o final de 2026.
Desde a privatização, em julho de 2024, a empresa conectou 1,06 milhão de residências à rede de tratamento de esgoto, beneficiando diretamente 2,9 milhões de pessoas. A Sabesp liga atualmente, em média, 2.400 domicílios por dia à rede. “Para efeito de comparação, o Programa Novo Rio Pinheiros, um dos maiores projetos de saneamento da história de São Paulo, levou três anos e meio para conectar 650 mil domicílios. Nós fizemos esse mesmo número em apenas 10 meses”, destacou o CEO da Sabesp, Carlos Piani.
Para chegar a esse resultado, a Sabesp conta com mais de 32 mil trabalhadores nos canteiros de obras, número que deve chegar a 40 mil no pico das atividades.
A expansão do saneamento básico na Região Metropolitana de São Paulo tem impacto direto e visível sobre os mananciais. A mancha de poluição no Rio Tietê diminuiu em 33 quilômetros, uma redução de 15,9% em um ano, segundo pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica. Dos 63 bilhões de litros de esgoto que eram despejados por mês sem tratamento adequado – o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas –, a Sabesp já conseguiu tratar 10 bilhões de litros, um avanço crucial para a recuperação dos corpos d’água do estado.
O Marco Legal do Saneamento determinou que as áreas rurais e informais fossem incluídas na expansão dos serviços, beneficiando regiões antes inacessíveis por restrições contratuais. Com a desestatização, a Sabesp conectou 163 mil residências à rede de esgoto e mais de 105 mil ao sistema de distribuição de água em moradias informais ou áreas rurais. Isso significa que aproximadamente 285 mil pessoas dessas áreas passaram a contar com água tratada e mais de 443 mil a ter seu esgoto coletado, substituindo fossas artesanais e o descarte irregular.
A tarifa de água da Sabesp para 2026 ficará 15% menor que prevista caso a companhia se mantivesse como estatal. A nova tarifa não apresenta um aumento real ao consumidor e apenas respeita a inflação de 6,11% acumulada em 16 meses.
A Sabesp privatizada tem hoje a tarifa mais barata do país mesmo após ampliar em 151% os investimentos em 2025. Isso é possível porque o modelo privatizado exige que os aportes sejam executados antes de qualquer revisão tarifária. Além disso, o contrato prevê mecanismos rígidos de controle que impedem reajustes acima da inflação.
A principal ferramenta é o Fundo de Apoio à Universalização (FAUSP), criado com aporte inicial de R$4,4 bilhões do Governo de São Paulo, correspondente a 30% dos recursos obtidos com a venda de sua participação na Sabesp. Além disso, o fundo é continuamente alimentado com 100% dos dividendos futuros da participação remanescente de 18% do do Estado na companhia.
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