
Ao longo dos últimos três anos, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo consolidou uma das maiores políticas públicas de apoio financeiro ao agro paulista, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). Entre 2023 e 2025, foram liberados R$ 829 milhões em crédito e subvenções, beneficiando aproximadamente 42 mil produtores rurais em todas as regiões do Estado, com foco no fortalecimento da produção, na redução de riscos e na ampliação do acesso a investimentos.
Do total, R$ 378 milhões foram destinados a linhas de crédito, com mais de 3 mil produtores atendidos, enquanto R$ 451 milhões foram aplicados em subvenções, alcançando mais de 39 mil produtores. A estratégia combinou financiamento, voltado ao desenvolvimento rural, com subvenções econômicas direcionadas à mitigação de riscos, ao estímulo à sustentabilidade e a investimentos na produção.
As linhas de crédito permitem que produtores invistam diretamente na atividade agropecuária, com condições diferenciadas, juros subsidiados e prazos adequados à realidade do campo. Já a subvenção representa o apoio financeiro direto do Estado, sem necessidade de devolução, reduzindo custos, protegendo a renda e viabilizando investimentos que, muitas vezes, não seriam acessíveis apenas com financiamento tradicional. Essa combinação foi decisiva para ampliar o alcance da política agrícola paulista nos últimos três anos.
Em 2025, o FEAP alcançou seu maior grau de diversificação. Foram R$ 119 milhões em crédito, distribuídos em dez linhas, com 1.127 operações, atendendo desde a produção sustentável e orgânica até a pecuária, o leite, a aquicultura e políticas específicas para mulheres e comunidades quilombolas. Os programas Desenvolvimento Rural Sustentável e Mulher Agro SP concentraram grande parte das operações, refletindo o foco na inclusão produtiva das mulheres e fortalecimento da base da agricultura paulista.
Na subvenção, o volume disponível chegou a R$ 206 milhões, com 17 mil operações e 12 mil produtores atendidos, abrangendo cinco programas. O Seguro Rural manteve papel central na proteção da atividade no campo, enquanto o Pró-Trator avançou na modernização da produção, o Pagamento por Serviços Ambientais reforçou o compromisso ambiental do Estado e novas iniciativas, como Irriga+ e Artesanal + Legal, ampliaram o alcance da política pública para temas estratégicos, como irrigação e regularização da produção artesanal.
Em Araçatuba, a produtora Rosângela Alanis recebeu apoio do Programa por Serviços Ambientais (PSA), que remunera produtores por intervenções que beneficiam o meio ambiente. Foram dois projetos, Berços d’Água e Águas Rurais, totalizando R$ 50 mil. Antes da execução do projeto, a propriedade apresentava pastagens degradadas, erosão, ausência de divisão de piquetes, fornecimento de água por trator e estrutura precária, situação que quase levou a produtora a vender a terra. Com os investimentos, foram implantadas ações de preservação e recuperação do solo e dos recursos hídricos, promovendo a sustentabilidade ambiental e a reintegração da área à produção agropecuária.
Já as produtoras Bianca e Andreia estão entre as mil mulheres beneficiadas com créditos da linha FEAP Mulher Agro, que tem como objetivo incentivar o protagonismo feminino no campo. Em Gália, Andreia dos Santos usou o financiamento para a construção de mais uma estufa e agora produz tomate, maracujá e melancia durante todo o ano. “Antes, eu trabalhava para terceiros. Hoje, sou dona do meu negócio e consigo produzir o ano todo. Esse crédito mudou minha vida”, conta a produtora, que conquistou autonomia e maior estabilidade de renda.
Bianca dos Santos é uma das produtoras do assentamento Água Limpa II, em Presidente Bernardes, e contou com o auxílio para implementar um sistema de energia solar na propriedade. “Antes, a conta de energia vinha muito alta, devido à irrigação e à câmara fria, e após a instalação da energia solar, o valor diminuiu e foi possível investir mais na produção.”
Em Presidente Prudente, Wellington Aragoso, contou com a subvenção do Programa Pró-Trator, que subsidia até 50% da taxa Selic do trator ou implemento agrícola. “Foi uma facilidade muito grande, já que vou pagar a parcela com o subsídio dos juros. Eu já tinha um trator e precisava de outro para facilitar a mão de obra, que está cada vez mais escassa”.
Ao longo dos últimos três anos, o FEAP mostrou que política pública bem estruturada gera resultados concretos. Os investimentos chegam ao campo em forma de apoio, segurança e oportunidade, fortalecendo produtores, preservando recursos naturais e impulsionando o agro paulista.
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