
Mais do que a maior metrópole da América Latina, São Paulo é uma terra de sonhos, histórias e oportunidades. Completando 472 anos neste domingo (25), a cidade faz parte da trajetória de milhares de brasileiros que encontram em solo paulista uma chance de mudar de vida. Há dois anos, a soldado Jéssica Santos, de 27 anos, seguiu esse caminho para se tornar uma policial militar do estado.
A formatura, ocorrida em dezembro na capital paulista, foi carregada de memórias que vieram à tona. Em um momento particular, a recém-formada tirou uma fotografia do bolso da farda e chorou em meio aos colegas que comemoravam a nova fase da vida. “Olhei para o céu e só pensei que ele estaria muito feliz”, disse em referência ao tio, que morreu há 14 anos.
José Rodrigues dos Santos, vítima de um derrame cerebral, foi o maior incentivador de Jéssica para seguir a carreira policial. “Eu finalmente consegui e dei o orgulho para ele de algo que tanto almejava”, disse a soldado, que aproveitou o momento para fazer uma chamada de vídeo com a tia, Maria Aparecida dos Santos, que estava na Bahia.
Jéssica contou que desde os quatro anos foi criada pelos tios em sua terra natal, em Itabuna (BA), e mudou-se para Salvador mais tarde, depois de alcançar a maioridade. “Eles são meu tudo. O que eu sou hoje devo a eles. Sempre me disseram que através da educação eu poderia conquistar o que eu quisesse”, relembra ao citar a persistência e o incentivo da família.
Presencialmente, a mãe, irmã e a sobrinha também puderam celebrar a conquista com a militar, que comemorou ao lado de mais de 2,5 mil policiais, na maior formatura de soldados realizada pelo Governo do Estado nos últimos 5 anos.

Também conhecida como “selva de pedra”, São Paulo foi a primeira cidade que acolheu Jéssica fora da Bahia, a mais de dois mil quilômetros de distância. Ela trabalhava como supervisora na capital baiana quando decidiu prestar o concurso público para a Polícia Militar de São Paulo, onde vislumbrou uma oportunidade de crescimento.
Com a aprovação no concurso, ela se mudou para o estado com a mãe, Marivalda Santos. A então aluna passou um ano em formação na Escola Superior de Soldados, em Pirituba, na zona norte da capital.
Mesmo com a insegurança de morar em um lugar totalmente novo, ela encontrou em seus colegas de farda o acolhimento para seguir em frente. “Você acaba conhecendo pessoas de várias regiões do estado que têm o mesmo objetivo de vida que o seu. Então a gente se acolheu, deu forças um para o outro. Meus colegas foram um presente que São Paulo me deu e que irei guardar com muito carinho”, disse a militar.
A policial também comenta que os momentos passados em grupo aliviam um pouco a saudade da família. “A maioria do meu pelotão é do Nordeste e todos ficam distantes dos entes queridos. No Natal, fizemos uma ceia entre nós, nos unimos e fizemos aquele momento valer a pena.”
Mesmo já fazendo parte da Polícia Militar de São Paulo, Jéssica não pretende parar por aqui. Seu próximo objetivo dentro da corporação é prestar o concurso para entrar na Academia de Polícia do Barro Branco e se tornar uma oficial.
“Sei do peso que carrego hoje, de proteger as pessoas. Então fazer parte dessa instituição tem um significado muito importante para mim, desde o dia em que entreguei a minha vida no momento do juramento”, finalizou a policial.
Atualmente, a policial reforça o efetivo da Operação Verão em Praia Grande, no litoral paulista, alocada no 45º Batalhão do Interior. Ela permanece até o final de fevereiro, quando será remanejada para uma unidade fixa de trabalho.
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