
O governo dos Estados Unidos discute a criação de um fundo financeiro para subsidiar a venda de equipamentos da Ericsson e da Nokia para a infraestrutura da rede 5G no Brasil, sob a condição de que o Brasil deixe a Huawei fora das negociações.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o embaixador norte-americano, Todd Chapman, disse que os termos refletem uma questão de “segurança nacional” para Washington e tem como objetivo “proteger dados e propriedade intelectual, além de informação confidenciais das nações”.
A empresa é acusada de ser um veículo de espionagem e roubo de propriedade intelectual a favor do governo chinês.“Quem quer fazer investimentos em países onde suas informações não serão protegidas?” disse o embaixador. A Huawei nega as acusações.
No início de junho, o presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o leilão do 5G no Brasil, adiado para 2021, vai considerar questões de “soberania, a segurança de dados e a política externa”.
Essa condição impõe um prejuízo significativo a empresa chinesa, já que ela reforçou sua participação no mercado durante os governos Lula e Dilma, conduzindo teste em quatro grandes empresas de telecomunicações (Telefônica Brasil, TIM, Claro e Oi). Uma fábrica em São Paulo também estava entre os projetos para 2022.
O financiamento prometido seria por meio da International Development Finance Corporation, um banco de desenvolvimento criado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de 2018, que oferece crédito para obras de infraestrutura em outros países.
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