
O comércio eletrônico brasileiro registrou em 2025 mais um ano de crescimento, com faturamento de R$235,5 bilhões, alta de 15,3% em relação a 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM). Os números consolidam o e-commerce nacional como o mais competitivo da América Latina, de acordo com o Latin America B2C Ecommerce Databook Report 2025, elaborado pela consultoria internacional Research And Markets. Para a empresa irlandesa especializada em pesquisas de mercado, o desempenho do Brasil está diretamente ligado à praticidade dos pagamentos digitais via Pix, à força dos marketplaces e ao avanço consistente das estratégias logísticas.
O ponto de inflexão do setor ocorreu durante a pandemia, quando o e-commerce brasileiro cresceu cerca de 40% em relação a 2019. Desde então, o mercado manteve uma trajetória contínua de expansão. O faturamento de 2025 representa um avanço de 86% na comparação com 2020, ano em que o setor movimentou R$126,4 bilhões. Outro indicador que vem crescendo ano após ano é o valor do ticket médio de compras via e-commerce feitas pelo consumidor brasileiro, que no último ano chegou a R$536,00.
De acordo com a Research and Markets, o e-commerce brasileiro é hoje um benchmark regional, servindo de referência para outros mercados latino-americanos. O estudo destaca que o Brasil reúne um ecossistema mais avançado, como marketplaces altamente integrados a serviços financeiros logísticos, ampla adoção de pagamentos instantâneos e redes de entregas cada vez mais densas, inclusive fora dos grandes centros urbanos. A consultoria também aponta que a combinação entre Pix, redes de vendas integradas e plataformas digitais robustas deve sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.
Esse cenário favorável tem estimulado a entrada de marcas nacionais no ambiente digital, diversificando seu perfil de relação com o consumidor. É o caso da Copra, empresa alagoana especializada no beneficiamento do coco seco, que lança seu e-commerce próprio na segunda-feira, dia 9 de fevereiro. Com um portfólio de mais de 100 itens, a marca passa a disponibilizar quase toda a sua linha na plataforma online, com exceção dos óleos de coco armazenados em potes de vidro, que seguem sendo comercializados exclusivamente em lojas parceiras.
"Nossa proposta é aproximar a marca do consumidor final, garantindo-lhe mais praticidade no acesso a nossos produtos e acelerando o processo de compra," explica o fundador e CEO da Copra, Hélcio Oliveira. Além disso, a empresa, que tradicionalmente opera em parceria com uma rede de distribuidores para supermercados, indústrias, lojas de produtos naturais e também estabelecimentos de panificação, passa a apostar no segmento B2C mais direto. "Nossa loja virtual faz parte da estratégia de ampliação dos canais de contato com o consumidor, sem alterar um modelo clássico de distribuição que tem dado certo nos últimos quase 30 anos, mas que amplia a eficiência e a velocidade de nossa logística," complementa Oliveira.
Todos os produtos da Copra são veganos, certificados com o selo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), além de não conterem glúten nem lactose. O mix da marca inclui água de coco com e sem polpa, leite de coco tradicional e em pó, coco ralado, açúcar de coco, calda de açúcar de coco, calda de chocolate de coco, shoyu de coco e manteiga de coco em spray, ampliando o acesso do consumidor a alimentos voltados a diferentes perfis alimentares e estilos de vida. "Tanto o consumidor que já compra o óleo de coco para uso na gastronomia e também no autocuidado dermatológico, como aquela panificadora que adquire embalagens maiores de farinha de coco ou coco ralado, por exemplo, serão atendidos pelo mesmo portal de vendas, o que também nos oferece uma vitrine importante para a diversidade do nosso portfólio," comenta o gerente de marketing da Copra, Cristiano Silva.
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