
A Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em julho de 2023, passou a valer integralmente em 1º de janeiro de 2026, após o prazo de adequação das empresas encerrado em dezembro de 2025. A partir de então, os órgãos fiscalizadores podem atuar de forma efetiva contra o uso indevido dos modais em seus devidos espaços, o que deve impulsionar ainda mais o interesse pelas bicicletas elétricas no Brasil.
A regulamentação trouxe maior clareza ao diferenciar e-bikes de outros veículos motorizados, destacando benefícios importantes para o consumidor urbano: isenção de impostos, dispensa da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ausência de emplacamento e menor custo de uso.
De acordo com a resolução, bicicletas elétricas com velocidade máxima de até 32 km/h e motor de até 1 kW, que funcionam no sistema de pedal assistido, continuam equiparadas às bicicletas convencionais. Isso significa que não exigem habilitação, licenciamento ou registro, podem circular em ciclovias e ciclofaixas e representam uma opção de mobilidade muito mais acessível do que ciclomotores e motocicletas elétricas de até 4 kW, que devem ser inscritos no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e precisam de itens como retrovisores, farol, lanterna e setas. A partir de agora, circular sem a documentação passa a ser infração gravíssima, sujeita a multa e apreensão do veículo.
"Na prática, a regulamentação que já vinha sendo discutida desde 2023 passa a ter força plena em 2026. Isso torna ainda mais evidente a vantagem das bicicletas elétricas: são veículos livres de impostos como IPVA e licenciamento, não exigem CNH e têm um custo operacional inferior, além de permitirem deslocamentos rápidos nas cidades, utilizando as ciclofaixas, economizando tempo e garantindo mais qualidade de vida aos usuários", explica Bruno Loução, executivo da Moura Mobilidade Elétrica.
O movimento regulatório já vinha impactando o mercado desde a aprovação da norma. Segundo dados da Abraciclo, a produção de bicicletas elétricas cresceu 122% no primeiro semestre de 2025, refletindo o aumento da demanda por soluções de mobilidade mais econômicas, práticas e sustentáveis.
Atenta a esse potencial, a Moura ampliou no final de 2025 sua linha de bicicletas elétricas Ella, com o lançamento de um novo modelo. Tradicional fabricante de baterias, a empresa ingressou no segmento de mobilidade elétrica em 2024, após mais de três anos de estudos e desenvolvimento, apostando nas e-bikes como um modal alinhado às necessidades do dia a dia urbano. A empresa mantém uma loja em São Paulo que retém crescimento exponencial na procura pelos modelos.
Mudanças implementadas pela Resolução nº 996/2023 Bicicletas elétricas: motor elétrico auxiliar de até 1.000 W, velocidade máxima de 32 km/h e funcionamento por pedal assistido. Não exigem emplacamento, CNH ou autorização especial e podem circular em ciclovias e ciclofaixas. Ciclomotores, motonetas e motocicletas: veículos que ultrapassam esses limites de potência ou velocidade, ou que possuem acelerador independente do pedal. Exigem emplacamento, licenciamento, habilitação e uso de equipamentos obrigatórios de segurança.
"O objetivo do Contran foi trazer segurança jurídica e padronização, deixando claro quais veículos podem circular como bicicletas e quais precisam seguir as regras dos motorizados. Para o consumidor, isso reforça a bicicleta elétrica como a alternativa mais simples, econômica e eficiente para a mobilidade urbana", conclui Loução.
Tecnologia Tap da InfinitePay otimiza vendas de empreendedores do verão Tecnologia ABB conquista selo OEA, da Receita Federal Certificação vai acelerar desembaraço de cargas da empresa no Brasil Tecnologia Maromba Papéis reduz consumo de energia em 35% com modernização industrial Projeto com soluções da ABB, concebido pela integradora SR Automação, moderniza linha de preparo de massa.
Tecnologia SISQUAL® WFM lança solução digital para gestão de documentos
Tecnologia Carnaval amplia risco de golpes com Pix e pagamentos por aproximação Tecnologia Terrestar Lança Serviço de IoT de Satélite Híbrido no Canadá, alimentado por RAN e Core Virtualizados na Nuvem da Mavenir O lançamento comercial é um marco para Non-Terrestrial Network (NTN) baseados em padrões 3GPP Mín. 21° Máx. 31°
