
Um homem de 29 anos de idade procurado pela Justiça foi preso pela Polícia Militar na noite desta sexta-feira (13), ao tentar acessar o Sambódromo do Anhembi, na zona Norte de São Paulo (SP), durante a Operação Carnaval. A prisão ocorreu por volta das 20h40.
Policiais militares que atuavam no policiamento a pé foram informados, por meio do programa Muralha Paulista, de que um foragido poderia tentar entrar no evento por um determinado acesso. A equipe realizou consulta no sistema da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), que retornou a fotografia do suspeito e permitiu o compartilhamento das informações entre os agentes em campo.
Ao monitorar o fluxo de pessoas nas catracas, os policiais identificaram um homem com características compatíveis com a imagem consultada. Segundo a corporação, ele demonstrava nervosismo e permanecia parado na área de acesso. Diante da fundada suspeita, foi realizada a abordagem.
Na checagem via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), foi confirmado que havia mandado de prisão em aberto contra o abordado, decorrente de condenação por vias de fato.
O homem foi conduzido à unidade avançada da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), instalada no espaço do evento, onde a autoridade policial registrou a ocorrência por captura de procurado e deu cumprimento ao mandado judicial. Em seguida, ele foi submetido a exame de corpo de delito no posto do Instituto Médico Legal (IML) no Anhembi e encaminhado ao 13º Distrito Policial.

A ação integra o esquema especial da SSP-SP para o Carnaval, que mobiliza mais de 13 mil policiais militares por dia em todo o estado e mais de 5 mil apenas na capital, com monitoramento em tempo real por câmeras e drones e integração entre Polícia Militar e Polícia Civil.
Além da PM, a Polícia Civil também atua de forma integrada na Operação Carnaval, com ações preventivas, investigações, equipes à paisana em pontos estratégicos, apoio no combate a furtos e roubos – especialmente de celulares – e plantões reforçados nas delegacias. As unidades especializadas funcionam normalmente durante todo o período, e a Delegacia Eletrônica permanece disponível, inclusive com atendimento em inglês e espanhol.
Para a proteção das mulheres, a PM mobilizou equipes especializadas, com policiais femininas, para o atendimento imediato de vítimas de importunação sexual, em integração com a Cabine Lilás, no Copom, e a Polícia Civil atua com unidade móvel da Delegacia de Defesa da Mulher no percurso de grandes blocos, oferecendo atendimento inicial, registro de ocorrências e encaminhamento das vítimas aos serviços de apoio.

O programa Muralha Paulista opera quase 100 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.
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