
Símbolo da história e cultura paulistana, a personagem mais centenária da cidade, a Estação da Luz da CPTM, completa 159 anos na próxima segunda-feira (16/02) e continua mantendo a importância para a movimentação diária de 140 mil de pessoas que circulam pelos trens das Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e utilizam serviço Expresso Aeroporto. São 13,2 mil metros quadrados de área, além das integrações com as Linhas 1-Azul e 4-Amarela de metrô.
Erguida em um dos pontos centrais da capital paulista, a estação ultrapassou mais de um século e meio como ícone arquitetônico, patrimônio histórico e cultural e contribui para o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Por sua importância, ao longo do tempo o local também se tornou um dos principais pontos turísticos do País.
Desde sua construção em 1867, inicialmente chamada de Estação São Paulo, a aniversariante sempre exerceu papel estratégico na expansão urbana e no progresso econômico por meio do crescimento da ferrovia. Sua inauguração ocorreu juntamente com a primeira estrada férrea do Estado de São Paulo, a São Paulo Railway – SPR. A Estação São Paulo, atual Luz, completava o trecho ferroviário que ligava Santos a Jundiaí, com extensão de 159 quilômetros, com ligação nas estações Santos, Cubatão, Raiz da Serra, Alto da Serra (Paranapiacaba), Santo André, Rio Grande, Brás, Água Branca, Perus, Francisco Morato e Jundiaí.
Preservada e tombada pelos Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), o prédio da estação passou por três grandes construções: 1866 (primeira construção, inaugurada em 16/02/1867), 1880 (segunda construção) e 1895/1901 (prédio atual).
A arquitetura inicial foi projetada pelo arquiteto britânico Charles Driver e pela empresa inglesa Fox and Mayo com semelhança à arquitetura inglesa dominante no século de XIX e início do XX, com elementos góticos das torres paralelas em referência às da Abadia londrina de Westminster e o Relógio inspirado no Big Ben. O projeto e a maior parte dos materiais, incluindo a estrutura metálica da gare, das plataformas e os equipamentos para a iluminação da estação, foram importados da Grã-Bretanha, inclusive, alguns itens vieram de Glasgow, na Escócia.
A edificação original funcionou até meados de 1888. Com o rápido crescimento de passageiros e a necessidade de escoamento de produção, houve uma ampliação de espaço e estrutura. Por isso, em 1° de março de 1901, finalmente, é colocada em operação a instalação o edifício atualmente em operação. Em 1946, a estação sofreu um incêndio, pouco antes do fim da concessão de 90 anos da São Paulo Railway. O prédio foi reformado, ganhou um andar adicional e foi reaberto em 1951. No final de 1996, começou a circular com os trens metropolitanos da CPTM.
Umas das mais importantes intervenções foi a obra para anexar o Museu da Língua Portuguesa, hoje todo restaurado após o incêndio de grandes proporções ocorrido em 2015.
Em 2020, a CPTM em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, Fundação Roberto Marinho e Órgãos de preservação do Patrimônio, fez o restauro e pintura das fachadas e torreões da Estação da Luz.
Para o presidente da CPTM, Michael Cerqueira, valorizar o patrimônio cultural é manter a identidade e a memória da nossa história para futuras gerações. “A Estação da Luz é uma referência do legado da cidade e somos guardiões desse importante acervo”, afirma.
Sobre a CPTM
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos é uma operadora de transporte ferroviário de passageiros, com 1,2 milhão de passageiros transportados por dia útil. Diariamente, os trens percorrem cerca de 53,5 mil km, ou 1,3 volta em torno da Terra, em 1.551 viagens programadas. Juntas, as quatro linhas da CPTM somam 142 km de extensão, dos quais 74 km estão na capital paulista, que também conta com 18 estações do total de 41. A CPTM atende os moradores de 12 municípios, incluindo a capital.
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