
O setor de consórcios registrou ampliação do uso da modalidade ao longo de 2025, com avanço além dos segmentos tradicionais de imóveis e veículos. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), eletroeletrônicos, reformas residenciais e serviços passaram a integrar de forma mais expressiva a carteira de adesões. A ampliação do uso do consórcio reflete mudança no comportamento do consumidor, que busca alternativas para organizar aquisições de maior valor sem recorrer a financiamentos com juros.
"O consórcio passou a atender demandas ligadas à tecnologia, qualificação profissional e melhorias residenciais. O consumidor identifica na modalidade uma forma de organizar objetivos e evitar os custos de financiamentos tradicionais", afirma Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios.
Celulares de última geração, computadores e outros equipamentos eletrônicos figuraram entre os itens procurados. A modalidade permitiu a formação de crédito ao longo do tempo, sem incidência de juros compostos, favorecendo o planejamento financeiro. A previsibilidade das parcelas contribuiu para o controle orçamentário das famílias.
Além dos bens duráveis, os consórcios passaram a contemplar serviços e experiências. Procedimentos estéticos, cursos de especialização, viagens e reformas residenciais foram incluídos entre os objetivos financiados por meio de grupos organizados. O movimento indica diversificação do setor e maior flexibilidade na utilização da carta de crédito.
Após a contemplação, realizada por sorteio ou lance, o participante recebe a carta de crédito, instrumento que garante poder de compra à vista. O mecanismo permite negociação direta com fornecedores e aquisição do bem ou serviço dentro das regras contratuais estabelecidas.
"O poder de compra à vista após a contemplação é um diferencial importante. O cliente tem liberdade para pesquisar fornecedores e negociar condições, utilizando o crédito de forma estratégica", explica Marcelo Lucindo.
O consórcio mantém protagonismo entre consumidores que não possuem urgência imediata, mas pretendem estruturar metas de médio e longo prazo. A ausência de juros e a previsibilidade das contribuições mensais seguem como fatores determinantes para a adesão.
A Evoy destaca que o consórcio também tem sido utilizado como ferramenta de organização financeira, permitindo alinhar atualização tecnológica, capacitação profissional e melhorias residenciais a um planejamento estruturado.
"O consórcio se consolidou como estratégia de planejamento financeiro. Ele possibilita ao consumidor estruturar metas e adquirir bens ou serviços de forma programada, respeitando sua capacidade de pagamento", finaliza Marcelo Lucindo.
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