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Mulheres do Time SP colecionam feitos inéditos e reforçam protagonismo no esporte paralímpico

Histórias de pioneirismo de Mariana D’Andrea, Aline Rocha Sabrina Custódia e Beth Gomes destacam conquistas, recordes mundiais e medalhas inéditas ...

09/03/2026 às 12h03
Por: Cidade na Rede Fonte: Secom SP
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Sabrina Custódia, Beth Gomes, Aline Rocha e Mariana D’Andrea
Sabrina Custódia, Beth Gomes, Aline Rocha e Mariana D’Andrea

O esporte paralímpico brasileiro tem motivos de sobra para destacar histórias de protagonismo e superação neste mês das mulheres. Atletas do Time SP vêm acumulando conquistas inéditas em competições nacionais e internacionais, consolidando o Brasil entre as potências da modalidade e ampliando o espaço das mulheres no alto rendimento.

A paulista Mariana D’Andrea, de 28 anos, entrou para a história ao conquistar as primeiras medalhas de ouro do halterofilismo brasileiro tanto em Jogos Paralímpicos quanto em Campeonatos Mundiais. O título paralímpico veio nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, quando competiu na categoria até 73kg e levantou 137kg, superando em três quilos a chinesa Lili Xu, medalhista de prata.

Em agosto de 2023, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Mariana voltou a fazer história ao garantir o primeiro ouro do Brasil em um Mundial da modalidade. Na categoria até 79kg, ergueu 151kg e superou por um quilo a nigeriana Bose Omolayo, resultado que lhe assegurou também o recorde mundial da prova. Natural de Itu (SP), ela iniciou no esporte aos 15 anos, após convite do técnico Valdecir Lopes, e se tornou referência em uma modalidade que teve sua primeira medalha mundial em 2014, com o bronze de Márcia Menezes.

Aline Rocha

Outro nome que simboliza o avanço feminino no esporte paralímpico é o da paranaense Aline Rocha. Em janeiro de 2023, ela conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil em um Mundial de esqui cross-country paralímpico, disputado em Östersund, na Suécia. Aos 33 anos à época, venceu a prova sprint (1 km) ao completar o percurso em 3min10s38. Na mesma competição, ainda faturou dois bronzes, nas provas de 10 km e 18 km.

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Aline compete em provas de neve desde 2017 e, em 2018, tornou-se a primeira mulher brasileira a disputar uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, na Coreia do Sul. Paraplégica desde 2015, após um acidente de carro, ela também construiu trajetória no atletismo em cadeira de rodas. Em 2024, ampliou seu pioneirismo ao se tornar a primeira brasileira cadeirante a conquistar a mandala das World Marathon Majors, após completar as seis principais maratonas do circuito mundial, encerrando o desafio com a marca de 1h44min20 nos 42,195 km da última etapa.

Sabrina Custódia

A história de superação também marca a trajetória da ciclista Sabrina Custódia. Aos 18 anos, sofreu um grave acidente ao receber uma descarga elétrica de um fio de alta tensão, o que resultou na amputação das duas mãos, do pé direito e de dedos do pé esquerdo. Após três meses de internação e o processo de reabilitação, ingressou no atletismo, onde permaneceu por nove anos. Durante a pandemia, conheceu o ciclismo por meio do atleta Adriano Matunaga, que a incentivou com treinos e competições.

Aos 34 anos, Sabrina tornou-se a primeira atleta brasileira a alcançar um recorde mundial no paraciclismo. O feito ocorreu no Campeonato Mundial de Paraciclismo 2025, realizado em outubro, no Rio de Janeiro. Na competição, além do ouro e da marca histórica, ela conquistou duas medalhas de prata e um bronze. Seu currículo ainda inclui o ouro com record das americas nos 500m contrarrelógio C1-5 nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, além de títulos nacionais e medalhas em Mundiais e Campeonatos Brasileiros de pista.

Beth Gomes

Diagnosticada com esclerose múltipla após uma carreira dedicada ao vôlei, Beth Gomes viu o sonho de seguir nas quadras ser interrompido. A doença a afastou do esporte que era sua paixão, mas também abriu caminho para uma nova trajetória. Ao buscar a carteirinha de transporte para pessoas com deficiência, recebeu o convite para experimentar o basquete em cadeira de rodas. Relutante no início, decidiu entrar em quadra — e ali começou sua volta por cima.

Beth passou a se dedicar ao basquete em cadeira de rodas, modalidade pela qual alcançou a Seleção Brasileira e representou o país nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008. Anos depois, ampliou sua atuação esportiva e ingressou também no atletismo. A partir de 2011, integrou a seleção brasileira da modalidade e iniciou uma sequência de conquistas em provas de arremesso de peso, disco e dardo, acumulando medalhas em Jogos Parapan-Americanos, títulos mundiais e recordes — muitos deles superando as próprias marcas.

O auge paralímpico começou nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021, quando conquistou seu primeiro ouro aos 56 anos, estabelecendo também o recorde da competição no arremesso de peso.

A consagração mais recente veio nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Porta-bandeira da delegação brasileira na França, Beth conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso da classe F53, voltada a atletas cadeirantes, com a marca de 17,37m — novo recorde paralímpico. No mesmo dia, ainda garantiu a prata na prova combinada das classes F53/F54, resultado que lhe rendeu também o recorde mundial da classe F53.

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