
A segurança condominial tem passado por uma transformação significativa em 2026. O aumento da complexidade dos centros urbanos e das demandas por proteção tem impulsionado a adoção de soluções mais inteligentes, integradas e eficientes, fazendo com que o tema deixe de ser apenas operacional para se tornar estratégico. Embora os crimes contra o patrimônio continuem entre os mais frequentes no país, dados do Anuário 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam queda de 19,2% nos roubos a residências entre 2023 e 2024, indicando que políticas integradas e uso de inteligência podem trazer resultados concretos. Apesar dessa redução, a percepção de insegurança permanece elevada em centros urbanos, reforçando a necessidade de que condomínios adotem modelos de segurança mais estruturados e preventivos.
De acordo com Wesley Henrique Rosa, gerente-geral da White Segurança, empresa especializada em soluções de segurança residencial e corporativa, os condomínios enfrentam problemas cada vez mais dinâmicos e menos previsíveis. "Com cidades mais densas, maior circulação de pessoas, crescimento do comércio digital e aumento no fluxo de entregas, os condomínios passaram a enfrentar riscos mais complexos", explica.
O executivo afirma ainda que o comportamento dos moradores é um fator que tem influenciado diretamente esse novo modelo. "Hoje, as pessoas buscam mais praticidade, agilidade e autonomia no dia a dia, ao mesmo tempo em que esperam um alto nível de proteção".
"Além disso, o crescimento do e-commerce aumentou o volume de entregas e a circulação de prestadores de serviço, o que exige processos mais eficientes e seguros de controle de acesso. O número de pedidos realizados em 2025 passou dos 438 milhões, com mais de 94 milhões de compradores ativos no período e um faturamento ultrapassando os R$ 235 bilhões. A segurança passa a ser parte da experiência dentro do condomínio, impulsionando a adoção de modelos mais inteligentes, como portarias virtuais, sistemas automatizados e monitoramento integrado", acrescenta.
Para Rosa, síndicos e administradoras também precisam adotar uma visão mais estratégica e tratar a segurança não como custo operacional, mas como parte da gestão do condomínio. "Isso envolve planejamento, análise de riscos e tomada de decisão baseada em dados. É fundamental investir em processos bem definidos, treinamento e tecnologias que tragam mais controle e rastreabilidade", destaca o executivo.
Condomínios integram tecnologia para melhorar segurançaDe acordo com análise da White Segurança, entre as soluções que vêm ganhando espaço nos condomínios brasileiros estão a implementação de sistemas de controle de acesso inteligente, como reconhecimento facial, que tornam a entrada de moradores e visitantes mais segura e rastreável. Além disso, câmeras com inteligência artificial também se destacam, capazes de identificar comportamentos suspeitos e gerar alertas em tempo real.
Segundo o gerente-geral da empresa, torres de vigilância inteligentes também têm ganhado espaço, especialmente em áreas externas e perímetros, enquanto modelos de portaria virtual e híbrida combinam monitoramento remoto com suporte humano, aumentando a eficiência e reduzindo falhas operacionais.
"Outro avanço importante é a integração entre sistemas privados e iniciativas públicas, como o Smart Sampa, a Muralha Paulista e o Córtex, que permitem o compartilhamento de informações e ampliam a capacidade de resposta. Somado ao uso de dados para análise e tomada de decisão, esse modelo transforma a segurança em um processo mais inteligente, integrado e estratégico", ressalta Rosa.
O executivo observa que o futuro da segurança condominial aponta para modelos cada vez mais integrados, inteligentes e orientados por dados. "Uma das principais tendências é o avanço da automação e da inteligência artificial, permitindo que sistemas identifiquem padrões, antecipem riscos e apoiem decisões em tempo real".
"Além disso, a experiência do morador deve ganhar protagonismo com uma segurança cada vez mais fluida, menos invasiva e integrada à rotina. O setor caminha para uma visão estratégica, em que a segurança deixa de ser apenas reativa e passa a atuar de forma preventiva, contribuindo não só para a proteção, mas também para a valorização e gestão inteligente dos empreendimentos", conclui.
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