
Internos das Unidades prisionais do Estado produziram, na semana passada, os tradicionais tapetes de Corpus Christi, comemorado no dia 16 de junho. Materiais diversos foram usados para a confecção dos desenhos que coloriram o Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL), a Penitenciária Regional (PRSM) e o Centro de Detenção Provisória (CDPSM), todos no município de São Mateus.
O trabalho faz parte da atuação do Grupo de Trabalho Interconfessional do Sistema Penal (Ginter) da Secretaria da Justiça (Sejus), que assessora as questões teológicas e pastorais nas unidades prisionais do Estado.
Internos participaram da produção, que envolveu também voluntários das paróquias de Jaguaré; de Santa Clara, em Colatina; e a Pastoral Carcerária de São Mateus. Missas foram realizadas dentro das unidades.
Para confecção de cerca de 120 metros de tapetes, foram utilizados brita, areia, pó e palhas de café e de madeira, além de papel, tinta, bolinhas de desodorante, entre outros materiais. O diretor da Penitenciária Regional de São Mateus, Flavio de Oliveira Oggioni, conta que produzir os tapetes de Corpus Christi virou uma tradição na unidade. “Há três anos internos participam da confecção dos tapetes e transformam simples materiais em desenhos que expressam sua fé. Além de tudo, é um belo trabalho artesanal”, disse.
A diretora do Centro Prisional Feminino de Colatina, Maria Aparecida Freitas, ressalta que esta é uma das grandes manifestações religiosas e culturais realizadas na unidade prisional. “Produzir os tapetes tem um significado espiritual que nos enche de muita esperança e fé. E a máxima de tudo isso é a união para concretização dos trabalhos. Inspetores, voluntários religiosos e internos participaram de tudo com muita cor, alegria e carinho”, explica a diretora.
No Centro de Detenção Provisória de São Mateus, os cânticos da missa foram executados pelo grupo de música composto por presos da própria unidade. A diretora Alessandra Rodrigues enfatiza a importância do trabalho religioso na penitenciária. “A assistência religiosa contribui para a ressocialização e traz uma melhora significativa no comportamento e na disciplina da massa carcerária. Acreditamos que o sentimento religioso nos restabelece com o meio social, resgatando a confiança no outro”, declarou.
Ginter
Para realizar o trabalho voluntário na Sejus é necessário passar por uma capacitação, a fim de conhecer a metodologia da assistência religiosa no Espírito Santo, bem como o funcionamento do sistema penal. Para participar, os voluntários devem procurar o Ginter pelo e-mail ginter@sejus.es.gov.br ou pelo telefone (27) 3636-5832.


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