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Registro raro de família de macacos guigós reforça importância do Monumento Natural Estadual Serra das Torres para a conservação da fauna

Um registro raro realizado no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), em Atílio Vivácqua, destaca a importância da Unidade de Conserv...

08/06/2026 às 16h58
Por: Cidade na Rede Fonte: Secom Espírito Santo
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Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

Um registro raro realizado no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), em Atílio Vivácqua, destaca a importância da Unidade de Conservação para a proteção da biodiversidade capixaba. Na manhã do dia 21 de maio, uma família de macacos guigós (sauás) foi avistada durante atividades de monitoramento da fauna na região.

As imagens mostram um casal acompanhado de sua prole composta por três indivíduos. O registro foi realizado pela pesquisadora Paloma Santos, coordenadora do Projeto Preguiça, do Instituto Tamanduá, que desde 2024 percorre diferentes regiões do Espírito Santo em busca da preguiça-de-coleira, utilizando principalmente drones térmicos para o monitoramento da espécie.

Durante essas expedições, outros animais também são registrados, entre eles os guigós. No entanto, segundo a pesquisadora, avistamentos como esse são incomuns.

“O registro que vimos é super raro, por se tratar de um casal com sua prole de três indivíduos. Eles estavam despertando, tanto é que ainda dá para ver as caudas enroladas. Esse registro mostra a importância do Monast para a conservação da biodiversidade da região, como um grande refúgio da vida silvestre”, destacou Paloma Santos.

Embora os guigós não sejam considerados animais raros na região, sua observação é difícil devido aos hábitos discretos da espécie. A própria comunidade no entorno da Unidade de Conservação dizia que ouvia a vocalização do animal, mas não haviam sido feitos registros até então. Os grupos familiares costumam ser pequenos, formados pelo casal e seus filhotes, e se deslocam silenciosamente entre as copas das árvores, emitindo apenas ocasionalmente sua vocalização característica.

A espécie registrada no sul do Espírito Santo é o Callicebus personatus, conhecido popularmente como guigó ou sauá. O primata é classificado como Vulnerável (VU) à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e também nas listas regionais de espécies ameaçadas do Espírito Santo.

“Registros como esse demonstram a importância do monitoramento da fauna e do uso de tecnologias para a conservação da biodiversidade. Ferramentas como o drone térmico permitem identificar espécies de forma segura e com mínima interferência no ambiente natural. Essas informações são fundamentais para orientar estratégias de proteção dos habitats”, explicou o gestor do Monast, Marcos Paulo Rodrigues Almeida.

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