
Quando se fala em queda de testosterona, muitos homens associam o problema apenas à perda de libido, disfunção erétil ou redução de massa muscular. No entanto, segundo o Dr. Joaquim Menezes, especialista em longevidade e emagrecimento definitivo e criador do Instituto Evollution, em Alphaville, os primeiros sinais podem aparecer de forma mais sutil no dia a dia, sendo confundidos com estresse, excesso de trabalho ou envelhecimento natural.
Um estudo publicado em 2025 no American Journal of Men’s Health avaliou homens com hipogonadismo de início tardio e relacionou os sintomas à queda de produtividade. Segundo os autores, "a testosterona, o principal hormônio sexual masculino, desempenha um papel vital na manutenção da energia física, da função cognitiva e da estabilidade emocional, fatores essenciais para um desempenho ideal no trabalho". O mesmo artigo observou associação entre sintomas como fadiga, redução da motivação e piora do sono com prejuízos funcionais no trabalho.
"Baixa testosterona não é apenas uma questão sexual. Ela pode se manifestar como queda de energia, irritabilidade, perda de foco, sono ruim e até dores musculares ou articulares. O problema é que muitos homens normalizam esses sintomas e demoram a buscar avaliação", afirma o Dr. Joaquim Menezes.
A seguir, o médico aponta cinco sintomas que merecem atenção.
Não se trata apenas de ficar cansado depois de um dia intenso. A fadiga relacionada à baixa testosterona costuma ser contínua, mesmo após uma noite de sono. O homem acorda sem disposição, depende cada vez mais de café ou estimulantes e sente perda de motivação para atividades que antes fazia com facilidade.
Dificuldade para se concentrar, lapsos de memória, sensação de lentidão para raciocinar e perda de clareza mental também podem estar ligados ao desequilíbrio hormonal. "Muitos homens acham que é apenas estresse ou burnout, mas a testosterona também tem papel importante na função cognitiva", explica o médico.
Ao contrário do senso comum, a falta de testosterona pode estar associada a irritabilidade, impaciência, ansiedade e menor tolerância ao estresse. Segundo o dr. Joaquim, o paciente muitas vezes relata que "perde a paciência por qualquer coisa" ou sente desânimo sem uma causa clara.
A produção de testosterona está diretamente relacionada à qualidade do sono. Dormir mal pode reduzir os níveis hormonais e, ao mesmo tempo, a baixa testosterona pode piorar o sono, criando um ciclo difícil de romper. Despertares frequentes, insônia e suor excessivo durante a noite podem ser sinais de alerta.
Dores difusas, rigidez ao acordar e recuperação mais lenta depois do exercício também podem aparecer em quadros de deficiência hormonal. A testosterona participa da manutenção muscular, da resposta inflamatória e da recuperação física. Por isso, quando essas dores surgem sem causa aparente, a investigação deve ir além da avaliação ortopédica.
De acordo com o Dr. Joaquim Menezes, a presença de um ou mais desses sinais não significa, necessariamente, que o homem precise de reposição hormonal.
"O primeiro passo é investigar. O diagnóstico não deve ser feito apenas por um número no exame de sangue, mas pela combinação entre sintomas, histórico clínico e avaliação laboratorial completa. Repor hormônio sem indicação pode trazer riscos. O caminho correto é entender a causa e tratar o paciente de forma individualizada", orienta.
O especialista reforça ainda que sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física, controle do estresse e saúde metabólica são pilares importantes para preservar a produção hormonal e a qualidade de vida masculina.
"Testosterona é parte de um sistema. Antes de pensar em performance, é preciso olhar para saúde, longevidade e equilíbrio do organismo", conclui.
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