
A campanha inclui todas as pessoas dessa faixa etária, mesmo aquelas que já receberam a vacina contra o sarampo. O imunizante aplicado será a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
A medida foi adotada diante do cenário epidemiológico da doença. Até o momento, o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE) confirmou 15 casos de sarampo em 2026. O registro mais recente foi registrado em Guarulhos e envolve uma criança que não havia sido vacinada.
Dos 15 casos confirmados em São Paulo neste ano, 12 foram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Viajantes que foram aos países sede da Copa do Mundo de Futebol devem ficar alertas aos sinais, como afirma Nathalia Franceschi, assessora em saúde pública do CVE “Retornando agora às cidades de origem, devem ficar atentos aos principais sinais de sarampo, que são febre, tosse, manchas avermelhadas pelo corpo, coriza, conjuntivite e um mal-estar geral”, ressalta.
Nas demais cidades do estado de São Paulo, a ação de multivacinação irá atualizar a Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização será realizada para identificar e aplicar as doses em atraso do Calendário Nacional de Vacinação.
Nesses locais, pais e responsáveis devem levar as crianças e jovens às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com a caderneta de vacinação em mãos e um documento de identificação para que as equipes verifiquem o histórico vacinal. Os horários e postos específicos de atendimento serão definidos por cada prefeitura.
A ausência do comprovante de vacinas anteriores não é obstáculo para buscar atendimento. Segundo a especialista, o acompanhamento profissional é decisivo para tirar dúvidas e garantir a imunização correta “Se você não tem a caderneta de vacinação, não tem a comprovação dessa dose, não sabe se tomou a dose contra o sarampo, é imprescindível procurar uma unidade de saúde para um profissional avaliar a aplicação da vacina.”, afirma Nathalia.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para as crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, a aplicação é considerada “dose zero” e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e aos 15 meses.
Dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses.
Durante a campanha, os postos disponibilizarão as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes, de acordo com a idade, a indicação e o histórico vacinal.
Entre os imunizantes estão disponíveis: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica conjugada; meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); varicela; DTP; hepatite A; e HPV.
O Governo de São Paulo, por meio da SES-SP, mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas para as perguntas mais frequentes sobre vacinação feitas nos buscadores da internet. A plataforma apresenta informações sobre segurança, eficácia, possíveis eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação. O conteúdo está disponível em vacina100duvidas.sp.gov.br .
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