
O serviço encarregado pelo agendamento de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Luís, capital do Maranhão, teve, em agosto, parte das atividades suspensa após meses de pagamentos em atraso à empresa responsável pela operação. Segundo a Elo Conecta, quatro faturas permanecem em aberto, somando aproximadamente R$ 5 milhões referentes aos serviços prestados.
Segundo a empresa, a operação foi mantida integralmente por mais de cinco meses durante o período de inadimplência. Nesse intervalo, a companhia afirma ter utilizado recursos próprios para manter as equipes e a estrutura necessária ao funcionamento do serviço.
O sistema atende cerca de 150 unidades de atendimento e 90 totens distribuídos pela cidade. A estrutura também inclui portal, aplicativo, atendimento telefônico e envio de mensagens de confirmação aos pacientes. Por meio da plataforma, são organizados os pedidos de consultas e exames e a distribuição das vagas disponíveis na rede pública.
Antes da suspensão parcial das atividades, a Elo Conecta afirma ter comunicado formalmente à Secretaria de Saúde sobre os pagamentos em aberto e a situação financeira do contrato. Segundo a empresa, foram encaminhadas cartas e ofícios e mantidos canais de diálogo em busca de uma solução.
Para Guilherme Pereira, CEO da Elo Conecta, a suspensão parcial das atividades ocorreu após a empresa manter o serviço integralmente durante o período de atraso.
"Durante mais de cinco meses, mantivemos a operação funcionando integralmente, mesmo com os pagamentos em atraso. A Elo utilizou recursos próprios para manter as equipes e toda a estrutura disponível. Esse esforço foi mantido enquanto havia condições financeiras para sustentar a operação", afirma.
Segundo Pereira, a empresa buscou preservar a continuidade do serviço antes de adotar a suspensão parcial.
"Não foi uma decisão repentina. Comunicamos formalmente a situação e mantivemos os canais de diálogo abertos para buscar uma solução. A suspensão parcial das atividades ocorreu diante da ausência de uma regularização que permitisse a continuidade integral da operação", diz.
A suspensão parcial não representa, segundo a empresa, o encerramento do serviço. A Elo Conecta afirma que a estrutura técnica e as equipes permanecem disponíveis para a retomada integral das atividades após a regularização das condições de operação.
"A estrutura continua disponível e nossa equipe está preparada para a retomada. Assim que forem regularizadas as condições necessárias para a continuidade do contrato, estamos prontos para restabelecer integralmente os serviços e manter o atendimento funcionando", afirma Pereira.
O valor de aproximadamente R$ 5 milhões corresponde, segundo a empresa, às faturas que permanecem em aberto. A companhia afirma que a regularização dos pagamentos é necessária para garantir a continuidade integral do serviço e a preservação de empregos.
"Estamos falando de uma operação que precisa de estrutura, equipes e continuidade. Nossa expectativa é que a situação seja regularizada para que possamos retomar integralmente os serviços e manter o atendimento funcionando", conclui Pereira.
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