
A Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim é líder no Sul do Espírito Santo em número de doadores efetivos de órgãos. O hospital também está entre as quatro instituições do Estado com maior número de doadores efetivos, resultado que reforça a atuação da unidade no processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes.

Só este ano, o hospital contabilizou sete doadores efetivos por morte encefálica, o que representou a captação de 44 órgãos e tecidos captados. O número é maior que todo o ano passado, quando foram somados 39.
O trabalho desenvolvido pela instituição recebeu o reconhecimento da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo, que concedeu à Santa Casa uma menção honrosa pelo desempenho e pela atuação dos profissionais envolvidos no processo de doação.
Na Santa Casa, esse trabalho conta com a atuação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), responsável por acompanhar os protocolos, identificar potenciais doadores e auxiliar na organização de todas as etapas necessárias para que a doação seja efetivada.
Para a enfermeira da CIHDOTT da Santa Casa, Beatriz Colodetti, a homenagem representa muito mais do que os resultados alcançados pelo hospital.
“Receber esta menção honrosa, estando entre os quatro hospitais com maior número de doadores efetivos, é motivo de muita gratidão e, acima de tudo, de orgulho. Esse reconhecimento não representa apenas um número ou uma posição. Por trás de cada doador existe uma história, uma família que, em um dos momentos mais difíceis de sua vida, encontrou forças para dizer sim à doação e transformar a dor em esperança”, destacou.
Beatriz também dividiu o reconhecimento com os profissionais que atuam diariamente nesse trabalho.

“Quero dividir essa homenagem com toda a nossa equipe, que trabalha diariamente com compromisso, respeito e sensibilidade para que cada oportunidade de doação seja conduzida da melhor maneira possível.”
A enfermeira dedicou ainda a homenagem às famílias doadoras, consideradas fundamentais para que o processo possa ser concretizado.
“E, principalmente, quero dedicar esse reconhecimento às famílias doadoras. É graças à generosidade delas que outras famílias podem receber uma nova chance, uma nova história e, muitas vezes, a oportunidade de continuar vivendo. Que esse reconhecimento nos motive a continuar fazendo o nosso trabalho com ainda mais amor, responsabilidade e humanidade”, afirmou.
O processo de doação exige integração entre diferentes setores do hospital, agilidade, preparo técnico e acolhimento. A abordagem e o apoio aos familiares estão entre as etapas fundamentais, já que a autorização da família é necessária para que a doação seja realizada.
Em 2026, a Santa Casa já registrou doações que possibilitaram a captação de coração, fígados, rins e córneas, contribuindo para a rede estadual de transplantes e para oferecer uma nova oportunidade aos pacientes que aguardam por um órgão.
A menção honrosa reforça o papel da Santa Casa no sistema de transplantes do Espírito Santo e reconhece o trabalho realizado pelas equipes, além da solidariedade das famílias que, mesmo diante da perda, autorizam a doação e ajudam a salvar outras vidas.
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