
Conforme a ata do Copom, divulgada no último dia 22, o cenário internacional continua incerto devido aos conflitos no Oriente Médio e à condução da política monetária em países avançados. Mesmo com essas incertezas, o comitê optou por reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.
É a primeira vez neste ano que o percentual fica na casa dos 13%, após passar por cortes sucessivos de 0,25 p.p. desde março. Segundo o documento, "embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo".
O comitê tomou a decisão por entender que ela "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o entorno da meta ao longo do horizonte relevante", já visando em resultados já no ano de 2027.
Enquanto isso, a busca dos brasileiros por fontes de renda para enfrentar a inflação vem se intensificando. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais Anbima, 21,5% das pessoas entrevistadas na última pesquisa afirmaram que investem para manter capital aplicado com foco em segurança e emergências.
Investimentos no setor energético
Diante das frequentes oscilações do mercado financeiro impulsionadas por reflexos econômicos globais, a energia fotovoltaica emerge como uma solução de investimento ancorada em ativos reais. O apelo do setor reside na combinação entre o crescimento acelerado no Brasil e a previsibilidade de retorno gerada pelo ativo.
Segundo Davi Cordeiro, conselheiro da Solare Invest, empresa especializada em investimentos no setor de energia solar, o número de interessados cresceu rapidamente nos últimos meses, e os impactos da inflação têm relação direta com esse movimento. "As pessoas se sentem inseguras diante das altas inflacionárias. Com isso, investimentos sólidos que oferecem renda passiva passaram a ser mais buscados. O nosso ramo de energia solar tornou-se uma alternativa segura e previsível para essas pessoas", destacou.
Cordeiro também explica que, em períodos de Selic elevada, a economia real passa por uma "seleção natural", destacando-se os investimentos cujos ativos oferecem ganhos mais rápidos. De acordo com o executivo, a geração distribuída (GD) de energia solar tornou-se estratégica no ambiente de investimentos, possibilitando retorno recorrente a partir da geração da produção em parques solares.
Crescimento da energia solar no Brasil
Em levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que representa o setor no país, a fonte solar já gerou mais de dois milhões de empregos. Além de criar oportunidades para a economia e para o mercado de investimentos, a produção de energia solar já arrecadou R$ 103,2 bilhões em tributos.
Até a última atualização da entidade, o país contava com quase 5 milhões de sistemas de geração distribuída, modalidade em que as placas solares são instaladas próximas aos locais de consumo, como residências, e se aproximava da marca de 19 mil usinas de geração centralizada, como os grandes parques solares.
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