
O Governo do Estado decretou, nesta segunda-feira (15) estado de atenção por causa da estiagem prolongada, da situação das barragens e da queda no nível dos rios.
A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) diz que os impactos são sentidos principalmente na região Sul, em Itapemirim, Marataízes e Anchieta, onde os setores mais prejudicados são a agricultura e a pecuária.
Em Marataízes, a produção de abacaxi foi afetada e em Anchieta e Itapemirim os produtores de leite estão com dificuldades porque não têm pasto e alguns animais estão morrendo de fome.
Ainda segundo a Agerh, na manhã desta terça-feira (16), o rio Itapemirim estava com as pedras à mostra porque a vazão atual, de 20 a 25 metros, está abaixo da considerada normal, que é de 40 a 50 metros cúbicos. Porém, por enquanto, não há risco de desabastecimento, assegura;
Prejuízo de mais de 12 milhões com pecuária
Em Itapemirim, os animais estão morrendo por causa da falta de pastagem e os produtores já deixaram de ganhar mais de R$ 12 milhões com a venda do leite e a carne.
As informações são baseadas em um levantamento feito pela secretaria municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O estudo, feito pelo secretário da pasta, o veterinário Rômulo Sobrosa, prevê que, se não houver um decreto emergencial aprovado pela Defesa Civil, não haverá maneira de comprar alimento para esses animais, e o prejuízo será ainda maior.
“A pecuária e agricultura representam mais de 30% da economia do município. São mais de 700 produtores rurais na mesma situação. Todos esses produtos juntos, deixaram de vender mais de R$ 12 milhões, se comparado ao mesmo semestre do ano passado”, disse ele.
Seca afeta cerca de 70% da produção de abacaxi
O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Pecuária de Marataízes, Robson Abreu, destaca as dificuldades enfrentadas pelos agricultores da região.
Segundo ele, ao menos 950 produtores foram afetados diretamente pela seca. “Cerca de 70 % das lavouras de abacaxi estão comprometidas, mais de 60% das lavouras de mandioca e 40% da cana-de-açúcar”, disse o secretário.
Como forma de reduzir os danos, segundo Robson, a prefeitura zerou os custos com serviço de trator, abriu bebedouros para pecuaristas e está estudando, junto aos órgãos ambientais, a possibilidade de abrir tanques para irrigação.
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