
O governo australiano anunciou um investimento cerca de 270 bilhões de dólares australianos (186 bilhões de dólares) para reorganizar suas estratégias de defesa militar durante a próxima década. O montante representa um aumento de 40% do orçamento.
A situação acontece em meio ao aumento das tensões entre o país e a China. O primeiro-ministro Scott Morrison afirmou, pela primeira vez, a intenção inclusive de adquirir mísseis de longo alcance.
Sem mencionar diretamente a atual situação com a China, Morrison afirma: “Precisamos nos preparar para um mundo pós-coronavírus mais pobre, mais perigoso e mais desordenado”, reforçou Morrison à Academia de Defesa da Austrália, em Canberra.
Logo em seguida as declarações do primeiro-ministro, Rory Medcalf, diretor do National Security College (NSC) da Universidade Nacional da Austrália, emitiu uma nota de que a nova estratégia demanda preparo para lidar com um futuro dominado “por uma China agressiva e um parceiro americano menos confiável”.
“Isto passa tudo pelo uso assertivo que a China faz do seu poder e pela forma como a China abusou particularmente da janela da pandemia da Covid-19 para intensificar essa sua assertividade”, reforçou o especialista.
O governo deve avaliar ainda a possibilidade de desenvolver uma rede de satélites operada na Austrália, para reduzir a atual dependência do país da rede americana e estendendo o seu sistema de radar para monitorizar as abordagens orientais.
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