
O Espírito Santo esteve presente no Encontro das Redes Internacionais de Pesquisa do Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (Cyted), realizado nesta semana, em Cabo Branco, na Paraíba, com a participação de pesquisadores de 21 países. O objetivo do encontro foi acompanhar os projetos atuais e, paralelamente, preparar a convocação para 2023, a ser apresentada na próxima Assembleia Geral, que será realizada no Panamá, em dezembro.
Países de língua espanhola e portuguesa da América Latina fazem parte dessa rede de pesquisa que existe desde 1984 para promover a cooperação em ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento harmonioso da Ibero-América.
A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Cristina Engel, foi uma das palestrantes do evento, que contou com a presença do secretário-geral do Cyted, Luís Telo da Gama, de Portugal; do secretário Executivo da Ciência e Tecnologia do Estado da Paraíba, Rubens Freire; do presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), Roberto Germano Costa; e demais personalidades do mundo científico.
Cristina Engel destacou que o evento é o início de uma fase muito importante para a ciência e tecnologia brasileira com a retomada das relações internacionais, especialmente na criação de redes que tenham como meta o intercambio.
“O Cyted é uma importante porta de entrada para o estabelecimento dessas conexões e, nesse sentido, essa reunião, aqui, em João Pessoa, é também um demonstrativo do interesse brasileiro de incrementar essas relações e, especificamente para nós do Espírito Santo, de demonstrar qual é o potencial que a Fapes e o Estado têm na formação de novas redes e novas parcerias”, afirmou.
Com auxílio da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), o evento envolveu 89 redes e projetos, com acompanhamento das atividades de 30 gerentes de área e porta-vozes, e cinco representantes da Secretaria Geral da Cyted. Os participantes se dividiram em grupos de trabalho das sete áreas que formam o Cyted: agroalimentar; saúde; desenvolvimento industrial; desenvolvimento sustentável; tecnologias de informação e publicação; ciência e sociedade; e energia.
O português Luís Telo da Gama, secretário-geral do programa que também é médico veterinário e professor na Universidade de Lisboa, lembrou as pesquisas e compartilhamento de informações sobre a covid-19 como um dos momentos importantes recentes do programa.
“Nós sempre tivemos uma rede sobre vírus emergentes, aqueles vírus estranhos que de um momento para outro aparecem. Basicamente ligava os especialistas em virologia e epidemiologia dos vários países ibero-americanos”, explicou.
Ele prosseguiu: “quando surgiu essa questão da covid e ninguém sabia muito o caminho que deveria ser seguido, pensamos em tirar partido dessa estrutura que já tínhamos montada da rede sobre vírus. Foi chamada de Covid-rede, e se reúne toda sexta-feira para intercâmbio de informação entre todos os países e a Organização Panamericana de Saúde para definir que estratégia a serem seguidas.”
*Com informações da Fapesq
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