
De acordo com informações obtidas pelo Portal V&C junto ao zelador do cemitério, uma mãe de 22 anos, residente no Parque Fênix, chegou ao local, foi até o túmulo do filho, que havia morrido a pouco mais de um mês, e o desenterrou. Em seguida, a mulher rasgou parte do vestido que usava, embrulhou os restos mortais da criança, pulou o portão do cemitério e caminhou por cerca de 700 metros até ser convencida por equipes do Samu e vigilância sanitária a devolver o corpo.
“Ela chegou a pé no fim da tarde, o cemitério já estava fechado. Fui surpreendido com ela pedindo pra ir no banheiro arrumar o bebê. Foi quando percebi que ela estava com parte do vestido rasgado e um embrulho na mão. Senti um odor muito forte e percebi que eram restos mortais”, disse o funcionário.
Ainda segundo ele, a mulher pulou o portão do cemitério e conseguiu sair com o corpo do filho. “Tentei conversar com ela para mantê-la calma e a segui por cerca 700 metros. Quando a vigilância e Samu chegaram conseguimos voltar com o corpo da criança, frisou.
A mulher apresentava arranhões nos braços e, provavelmente, desenterrou o corpo com a própria força das mãos, já que não havia ferramentas próximo ao túmulo. De acordo com informações, a criança tinha um ano e meio e morreu no início de junho, sendo enterrada em uma área do Parque das Rosas cedida ao município e destinada ao sepultamento de pessoas com suspeita de covid-19. (o exame acabou dando negativo para covid-19). Ainda segundo informações, a criança seria o único filho da jovem. Autoridades de saúde e sanitárias do município acompanham o caso e estão prestando assistência psicológica à mulher.
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