
Batizado de “imposto para os ricos”, o projeto apresentado por parlamentares na Câmara dos Deputados recebeu apoio explícito do presidente argentino
O governo da Argentina começou a discutir a implantação de um imposto extraordinário para quem tem patrimônio declarado acima de US$ 3 milhões. O objetivo é reverter o dinheiro para ações na área da saúde e para ajudar os mais pobres a atravessar a crise econômica, agravada pela pandemia do coronavírus.
Ainda está em fase de discussão, a ideia enfrenta resistência de empresários no país, mas é apoiado pelo governo de esquerda liderado pelo presidente Alberto Fernández, que tem intensificado a distribuição de benefícios afim de amenizar o impacto econômico e social da atual crise econômica.
“Somos 45 milhões de pessoas na Argentina e 12 mil pessoas concentram muita riqueza. É para essas pessoas que pediremos esse apoio excepcional para a situação difícil gerada pela pandemia. E será cobrado só uma vez”, disse Fernández, à emissora de televisão C5N, de Buenos Aires.
Em mensagem no Twitter, ele afirmou que a medida será “uma ferramenta útil para enfrentar a luta contra o coronavírus” e representará a “solidariedade” dos mais ricos.
Segundo os autores da medida, especula-se uma arrecadação em torno de US$ 3 bilhões com alíquotas diferenciadas de acordo com o valor do patrimônio declarado. O percentual seria entre 2% e 3,5% do total de bens.
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