
Assim como grandes cidades brasileiras, muitas cidades ao redor do mundo sofrem constantemente com enchentes e inundações causando diversas tragédias.
Portanto, deveria ser fácil, cidades que absorvem a água da chuva e permitem que a água siga o seu fluxo natural, porém inventamos a canalização das nossas águas, aplicamos pavimentos impermeáveis e não deixamos natureza por conta própria fazer a parte dela: absorver a água e purificá-la. Segundo o arquiteto chinês Kongjian Yu, essa é a principal questão para solucionar um dos maiores problemas, se não o maior, da atualidade em grandes centros, as inundações.
O conceito parte da ideia de que as grandes metrópoles da atualidade lidam com a água de forma errada. Em vez de coletar a água das chuvas e jogá-la o mais rápido possível nos rios, as cidades-esponja são responsáveis por uma série de recursos que asseguram espaço e tempo para que a água seja absorvida através do solo.
Em uma gestão ideal da água pluvial, o líquido que cai do céu seria utilizado de forma melhor. Um sistema mais adequado seria capaz de coletar, tratar e armazenar a água que cai . Podendo ser realizado através da criação de zonas úmidas, solos permeáveis e margens de rios restauradas.
As cidades-esponja já foram implantadas em Hong Kong local, onde, há um reservatório de água da chuva dentro de um estádio de futebol. O sistema armazena cerca de 60 mil m³ de água. Na Europa, na cidade de Berlim, na Alemanha, é onde estão sendo testadas tais soluções. Em algumas cidades nos Estados Unidos, Rússia e até mesmo na Indonésia também é possível encontrar esses conceitos. Porém, é na China que a ideia foi estabelecida pelo governo. Por lá, encontram-se 16 cidades-esponja em andamento.
Essa medida fornece, além disso, mais espaços verdes dentro das áreas urbanas onde os moradores ao redor se beneficiam. Contribui, também, para a redução de esgotos nas cidades.
Telhados verdes e jardins verticais entram, também, nas estratégias para a absorção de água. Com a expectativa de constantes eventos climáticos extremos, é necessário se preparar. No entanto, não deve-se esperar que o pior aconteça.
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