
Sistemas com dispositivos de rastreamento, softwares de gerenciamento de frotas, detectores eletrônicos de velocidade, redes de comunicação, sensores e pedagiamento free flow. A tecnologia embarcada prevista para o Rodoanel Metropolitano demonstra o quão moderna e inovadora a rodovia será.
O projeto, que está em fase de licenciamento ambiental e será um divisor de águas para a mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), terá potencial de reduzir cerca de mil acidentes por ano e usará a tecnologia como uma grande aliada.
Uma das grandes inovações previstas com a construção da nova via é a modalidade de cobrança de pedágio em free flow, sem as praças físicas e com o fluxo de veículos livre, permitindo trajetos mais ágeis, sem paradas ou diminuição de velocidade.
“Esse sistema já é utilizado em vários países como Estados Unidos, China e Chile, garantindo uma cobrança mais justa e igualitária para todos que utilizam a malha rodoviária, uma vez que os usuários só pagam pela quilometragem percorrida. A cobrança é automática e será realizada por meios eletrônicos de pagamento, como por exemplo as tags”, detalha o subsecretário Transportes e Mobilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) , Aaron Duarte Dalla.
No lugar de praças de pedágio haverá portais com sensores e câmeras de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR) instalados ao longo da via. O sistema vai identificar os eixos dos veículos, emitindo a respectiva cobrança de acordo com a placa dos veículos.
O porta-voz da concessionária Rodoanel B.H. S.A., Nicolau Maranini, explica que os usuários poderão cumprir todo trajeto com tranquilidade e fluidez. “Teremos pórticos que estarão instalados nas entradas e saídas da rodovia que terão um sistema de monitoramento de câmeras e vão permitir que o usuário pague apenas pelo trecho percorrido”, detalha.
Alto padrão
Com traçado moderno, seguro e tecnologia de ponta, o Rodoanel vai retirar aproximadamente 5 mil veículos pesados do fluxo no perímetro urbano da capital mineira e será concebido como uma rodovia “Classe 0”.
De acordo com o Manual de Implantação de Rodovia, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), essas rodovias “possuem o mais elevado padrão técnico, com total controle de acesso, e devem ter, no mínimo, pista dupla. Esta classe é adotada quando a função for a de atender à demanda do tráfego de passagem por uma região”.
Dessa forma, o contorno de Belo Horizonte deve ficar de 30 a 50 minutos mais rápido. Além disso, “a concepção de engenharia prevê curvas e rampas mais seguras e suaves. Os padrões de segurança também são elevados com a instalação de canteiros, barreiras e defensas metálicas, além de uma sinalização vertical e horizontal”, explica o porta-voz da concessionária, Nicolau Maranini.
Ganho logístico
Wilson Soares é caminhoneiro há 40 anos e percorre, em média, mil quilômetros a cada semana. Para seguir viagem, ele utiliza frequentemente o Anel Rodoviário e resume qual a sua impressão sobre trafegar naquela via. “Uma soma de grandes congestionamentos e muitos acidentes”, diz.
Para Wilson, a construção do Rodoanel mudará a realidade de Minas. “É a grande obra dos mineiros e para todas as pessoas que passam por Belo Horizonte. O projeto é bastante sofisticado e vai melhorar o escoamento da produção mineira”.
A projeção é que, com a construção do Rodoanel, o PIB mineiro cresça de 7% a 13% e a produção entre 0,8% e 1,3% nos próximos dez anos. Além das boas perspectivas econômicas, estima-se que a construção da nova via gere até 15 mil empregos diretos e indiretos, além do desenvolvimento das cidades próximas ao Rodoanel.
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