
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) iniciou, nesta quinta-feira (11), a notificação aos criadores que estão inadimplentes em relação à vacinação de bezerras contra brucelose. O procedimento integra o plano de ação do órgão referente ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), executado em parceria com a Superintendência Federal de Agricultura no Estado (SFA-ES), com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal no Estado.
De acordo com o diretor-geral do Idaf, Leonardo Cunha Monteiro, o Espírito Santo registra índice vacinal para a brucelose em torno de 50%, abaixo do preconizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que é de 80%. “Os prejuízos decorrentes da ocorrência da doença no rebanho refletem na renda dos proprietários, já que um dos sintomas, por exemplo, é a baixa produtividade. Precisamos do apoio de todos os envolvidos na cadeia produtiva para que reforcem essa necessidade da imunização das bezerras, a fim de proteger e fortalecer a pecuária local”, disse Monteiro.
De acordo com o médico-veterinário Edson Flores de Lyra Júnior, do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal (Sisa) da SFA-ES, a vacinação contra brucelose é obrigatória, devendo ser realizada em bezerras de três a oito meses de idade, uma única vez na vida do animal. “Contamos com o comprometimento de todos os criadores para que a vacinação seja realizada e notificada ao Idaf no prazo estabelecido. A doença coloca em risco não apenas o rebanho bovino, mas, por tratar-se de zoonose, pode também acometer os seres humanos, configurando um problema de saúde pública”, destacou Lyra Júnior.
A médica-veterinária Daniele Montoni, responsável pelo PNCEBT no Idaf, conta que, em 2022, o Idaf iniciou a execução do “Plano de Comunicação e Educação em Saúde Animal – Brucelose”. “Desde então temos buscado estabelecer uma comunicação contínua com os produtores, reforçando a obrigatoriedade e a importância da vacinação, além das consequências para o rebanho. Nesta etapa estamos notificando os criadores inadimplentes para que cumpram essa exigência sanitária, uma vez que o baixo índice vacinal compromete a pecuária local, além de colocar em risco a saúde pública”, frisou Daniele Montoni.
Independentemente da notificação, todos os proprietários com bezerras em idade vacinal devem providenciar a imunização. A não vacinação implica multa e impedimento para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
Vacinação
Em razão da especificidade da vacina, ela somente pode ser aplicada por médico-veterinário cadastrado no Idaf ou por vacinador sob responsabilidade desse profissional, que posteriormente deve proceder à comunicação no Siapec, no prazo de até três dias após a imunização.
Além disso, é importante realizar exames no rebanho periodicamente. Os machos não são vacinados.
O atestado de vacinação é obrigatório para a obtenção da GTA, seja qual for a finalidade do transporte. No caso de bovinos e bubalinos destinados à reprodução em outros Estados ou participação em eventos agropecuários também é necessário apresentar o atestado de exame negativo para brucelose e tuberculose para emissão da GTA.
A relação de médicos-veterinários aptos a realizar a vacinação pode ser consultada em: https://idaf.es.gov.br/brucelose-e-tuberculose .
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