
Itapemirim, no Espírito Santo, poderá se tornar um importante hub logístico para o Brasil e para o mundo com o anúncio da construção de um aeroporto de cargas com capacidade para receber aviões de todo país e do exterior.
O projeto do Itapemirim Logistics Airport, que será financiado por um fundo de investimento europeu e árabe, prevê um investimento de U$ 600 milhões, o equivalente a R$ 3,3 bilhões com a geração de 10 mil empregos.

O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa na pousada Chalés do Frade, com a presença de representantes do grupo Oporto Forte, que representa o fundo de investimento, e da empresa Revoe Transporte Aéreo, responsável pelo projeto do aeroporto, além de lideranças da Prefeitura de Itapemirim.
“Seremos o primeiro aeroporto com torre internacional noturna, funcionando 24 horas e capaz de realizar entradas internacionais”, destacou o diretor do grupo Revoe, Fábio Rocha.
O novo aeroporto vai ocupar uma área de 3 milhões de metros quadrados. Com uma pista principal de 4,5 quilômetros e pistas secundárias, o aeroporto será capaz de receber aeronaves de grande porte, oferecendo uma solução para a logística de cargas, especialmente na região Sudeste, responsável por 65% do PIB do país.
Além da infraestrutura dedicada ao transporte de cargas, o projeto inclui a construção de um complexo industrial aeronáutico para manutenção de helicópteros e aviões, galpões de armazenamento e até mesmo hotéis categoria cinco estrelas e de trânsito para receber empresários e funcionários.
O aeroporto também será um ponto estratégico para operações off-shore, atendendo as plataformas de petróleo nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
Flavio Matos, analista de negócios do grupo Revoe, destacou a importância do projeto: “Estamos mais próximos dos poços de exploração do Rio de Janeiro do que o próprio Rio de Janeiro, o que coloca Itapemirim em uma posição privilegiada para essa operação.”
A expectativa é que as obras sejam iniciadas em um ano, tempo estimado para obtenção das licenças necessárias, com a primeira fase da operação, dedicada aos helicópteros, prevista para começar um ano após o início das construções.
Durante a fase de construção, estima-se que serão criados 3 mil empregos diretos e indiretos, número que deve saltar para 10 mil postos de trabalho quando o aeroporto estiver em plena operação.
Sergio Castro, CEO do grupo Oporto Forte, ressaltou a trajetória do grupo, que já tem 31 anos de experiência, viabilizando projetos de grandes fundos europeus e do Oriente Médio.
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