
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o número de mulheres na liderança de propriedades rurais aumentou 44,2% em todo o país nos últimos 11 anos.
No mesmo levantamento realizado pelo IBGE junto a Embrapa, a região com a maior presença feminina foi o Nordeste (57%), seguida pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro Oeste (6%). As mulheres que antes ocupavam apenas lugar ao lado dos maridos, hoje lideram lavouras e criação de animais, atuando tanto na produção como na comercialização dos seus insumos.
Para o diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) empoderar a mulher rural não se trata apenas de igualdade de gênero, mas também de segurança alimentar e combate à pobreza, em especial nos países em desenvolvimento.
Isso se deve ao fato de que, segundo ele, mulheres reinvestem até 90% dos lucros em suas famílias. Apesar de menos de 20% das mulheres serem proprietárias de terras no mundo, elas destinam o lucro em comida, cuidados médicos, escolas e atividades geradoras de rendimentos, características que ajudam a quebrar o ciclo da pobreza entre gerações.
Representatividade feminina na ABPA
Quando se fala de representatividade da mulher, é impossível deixar de destacar que a atual presidência da ABPA é ocupada por uma mulher produtora. Há cerca de 2 anos, Cecília Whately assumiu a função com o objetivo de, segundo a mesma, “realmente trazer uma visão mais feminina e agregadora para que houvesse maior engajamento dos associados, usufruindo de estratégias de governança empresarial, que valorizam a clareza e transparência na gestão.”
Cecília vive dentro do universo agrícola desde a infância, visto que seus avós e pais eram cafeicultores. A artista de formação ainda ressalta quando começou sua relação com o cultivo de abacates. “Iniciamos os plantios de abacate na fazenda no final dos anos 80 com a variedade Margarida e com o tempo fomos cultivando outras variedades como o Hass, Fortuna, Quintal e Breda.”
Neste mês de maio, terá a mudança de presidência conforme previsto pelas normas da ABPA. Lígia Falanghe Carvalho assume a presidência depois de ocupar por 2 anos a vice-presidência ao lado de Cecília.
Lígia, hoje diretora de Marketing da Jaguacy, empresa produtora de abacates tipo Hass no Brasil, assume seu cargo com algumas missões. Segundo ela, trata-se de um desafio, pois desde o início de sua trajetória em 1996 na empresa dos seus pais (fundadores da Jaguacy), ela atuou apenas na produção de avocados e não teve vivência no cultivo e comercialização de outras variedades.
Para superar esse entrave e assumir seu novo posto, Lígia afirma ter se aliado nesse período na ABPA, a pessoas que pudessem fornecer um cenário mais amplo acerca das demais variedades de abacate.
Para a produtora do interior de São Paulo, outro desafio ao qual ela deseja se dedicar na associação é a comunicação. Isso porque, uma das metas da ABPA é aumentar o consumo per capita do brasileiro, que ainda está bem abaixo de alguns países, como México e EUA.
Segundo dados do IBGE na Pesquisa Agrícola de Municípios, a área brasileira destinada à produção de abacate é de 10.868 hectares (dados de 2016) e o consumo per capita do brasileiro se resume apenas a 1kg por ano.
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