
A velocidade da entrega tornou-se um fator decisivo para a experiência do consumidor no e-commerce. De acordo com uma pesquisa da Capterra, a rapidez na entrega é o critério mais importante para os clientes, superando preço e atendimento. Um outro levantamento revelou que 56% dos entrevistados associam a satisfação com uma loja ao prazo de envio, enquanto 64% são influenciados pelo tempo estimado para receber o pedido. No segmento de flores, a urgência é ainda mais relevante, pois se trata de um produto perecível e frequentemente adquirido para ocasiões especiais.
Nesse cenário, a entrega de plantas exige cuidados específicos para garantir que os arranjos cheguem ao destino sem avarias. Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), o mercado de flores no Brasil prevê crescimento de 6% em 2025.
Uma das preocupações na logística das flores é a refrigeração adequada. Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores, explica que "a temperatura precisa estar entre 1°C e 7°C, além de manter a umidade controlada. São fatores essenciais para manter a qualidade do produto. As embalagens também desempenham um papel importante, pois não apenas protegem a estrutura das flores, mas também ajudam a preservar sua durabilidade".
Outro ponto fundamental citado pelo executivo é a escolha de transportadoras confiáveis, especialmente para empresas que atendem a diferentes regiões do país. O uso de hubs logísticos descentralizados pode otimizar o processo, reduzindo prazos para envios e garantindo que os produtos cheguem com frescor ao consumidor final. Caso ocorra algum dano durante o transporte, políticas de reenvio imediato demonstram compromisso com a satisfação do cliente e ajudam a fidelizar o público.
O mercado tem passado por transformações significativas nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e pela mudança no perfil do consumidor. Durante a pandemia, a busca por flores aumentou para presentear pessoas quanto para decorar ambientes domésticos. Além disso, a compra on-line democratizou o acesso a arranjos florais, ampliando a faixa etária dos consumidores.
"Antes, a maior parte dos compradores tinha mais de 35 anos, mas hoje há uma participação expressiva de jovens a partir dos 18 anos, que adquirem arranjos, vasos e buquês para diversas ocasiões. Esse comportamento reforça a necessidade de oferecer um portfólio diversificado e um serviço de frete ágil para atender às demandas do público", explica Clóvis.
O setor de floricultura tem apresentado um crescimento expressivo no Brasil. Um estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento saltou de R$ 10,1 bilhões em 2017 para R$ 18,36 bilhões em 2022, um aumento de mais de 83%.
"Apesar do avanço, o segmento enfrenta desafios logísticos, especialmente devido às mudanças climáticas e à necessidade de aprimoramento na distribuição. A adoção de tecnologias de rastreamento em tempo real, automação de processos logísticos e ampliação de parcerias estratégicas são medidas essenciais para garantir eficiência nos envios. Com o consumidor cada vez mais exigente, oferecer rapidez e qualidade na entrega de flores pode ser o diferencial para o sucesso no mercado", pondera o CEO.
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