
A reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional traz um novo modelo de tributação que exigirá adaptação das empresas brasileiras. Com mudanças que entram em vigor de forma gradual a partir de 2026, as companhias precisam revisar suas operações para garantir conformidade e eficiência na nova estrutura fiscal. O impacto da transição já mobiliza diferentes setores da economia.
"A reforma modifica a base de cálculo e a forma de recolhimento dos tributos, o que exige das empresas um planejamento tributário mais detalhado para evitar riscos de inconsistência fiscal", explica Angel Ardanaz, advogado na Ardanaz Sociedade de Advogados e professor universitário nas disciplinas de Direito Empresarial e Direito Tributário.
No setor atacadista, as mudanças alteram a lógica de distribuição ao eliminar benefícios fiscais regionais. Empresas que antes definiam suas estratégias com base em incentivos estaduais agora devem considerar outros fatores, como eficiência logística e custos operacionais. A tributação com base no destino do consumo redefine a localização ideal dos centros de distribuição.
No segmento de tecnologia, a alteração na competência tributária entre estados e municípios gera novas regras para a tributação de serviços digitais. A transição exige uma adaptação detalhada para evitar insegurança jurídica e custos adicionais imprevistos, uma vez que a carga tributária pode oscilar entre 26,5% e 28%, conforme ajustes necessários.
A reforma prevê a substituição do PIS, Cofins, ICMS e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O período de transição terá início em 2026, com uma fase experimental em que a CBS e o IBS terão alíquota inicial de 1%. Esse processo busca testar a implementação antes da adoção plena do novo regime nos anos seguintes.
"A digitalização dos processos fiscais será um fator crucial para a adaptação ao novo sistema. A automação permitirá maior controle sobre as obrigações tributárias, minimizando riscos e custos para as empresas", destaca Angel Ardanaz.
Para Ardanaz outro ponto de atenção é a extinção de incentivos fiscais estaduais e municipais, o que demanda uma reavaliação dos planos de investimento das empresas. Para mitigar impactos, dois fundos de compensação serão criados, mas os critérios de acesso ainda precisam ser regulamentados. Isso aumenta a necessidade de acompanhamento contínuo das novas diretrizes, explica o advogado.
Com a implementação da reforma, empresas precisam revisar suas estratégias fiscais para garantir competitividade e conformidade. "Reduzir débitos federais e ajustar a estrutura tributária à nova realidade exigem planejamento antecipado. A compreensão das mudanças é essencial para que as empresas possam operar sem prejuízos durante a transição", conclui Angel Ardanaz.
Negócios Campanha da Nacional Inn oferece tarifas exclusivas Negócios Piscinas de ondas aumentam procura por treino fora da água O surf é um esporte altamente dependente de fatores naturais, como vento, maré e ondulação. Essa imprevisibilidade sempre foi um desafio para quem ...
Negócios Transportadoras gerenciam impactos da Reforma Tributária
Negócios CEO da MAM detalha estratégia para economia tributária
Negócios Live marketing musical impulsiona publicidade com creators Mín. 18° Máx. 28°
