
A Amakos da Amazônia, startup clean beauty, incubada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), em Manaus (AM), busca exportar seus produtos, como cosméticos, artigos de higiene pessoal, suplementos nutricionais e perfumaria com ativos biotecnológicos de origem natural, para mercados europeus e asiáticos.
É um segmento promissor, segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), uma vez que só no primeiro bimestre de 2024, itens como produtos para cabelos, cremes para o rosto e sabonetes totalizaram US$ 133,5 milhões nas exportações. O aumento é de 7,7% em relação ao mesmo período de 2023.
No setor da beleza, produtos com selos e certificações que comprovam segurança e responsabilidade ambiental são valorizados, e aumentam a confiança dos consumidores estrangeiros, o que pode destacar a startup frente à concorrência.
“Investimos R$ 3,5 milhões só em 2024 em melhorias para nos adequarmos. Também nascemos nos preceitos do ESG, garantindo o compromisso de ser o mais sustentável possível em todo o processo de produção”, comenta Soon Hee Han, empresária sul-coreana e CEO da Amakos da Amazônia.
A startup segue rigorosamente as normas da ISO 16128, indicada para os fabricantes que desejam criar cosméticos naturais ou orgânicos, e tem o selo PETA Crueltry Free & Vegan, que afirma que a Amakos da Amazônia não faz o uso de ingredientes de origem animal e que nem testa em animais, seja no manuseio ou na fabricação.
Outro selo conquistado é o Eureciclo, que atesta a logística reversa de embalagens pós-consumo por meio da compensação ambiental. “Para cada embalagem colocada no meio ambiente, outra equivalente é reciclada na mesma região, minimizando, assim, o impacto ambiental”, explica Yuri Han, CRO e CMO da startup.
Alguns países, como os islâmicos, têm regulamentações específicas e, por isso, a certificação Halal, que comprova que a empresa respeita as regras estabelecidas pela Lei Islâmica (Shariah), de produção, armazenamento e comercialização, é fundamental e garante que os produtos atendem aos requisitos exigidos.
Selo Origens Brasil
É uma certificação que opera para assegurar relações comerciais éticas, com transparência e rastreabilidade no Amazonas. Essa parceria coloca a startup em uma seleta rede formada por produtores (povos indígenas e populações tradicionais), empresas, instituições de apoio e organizações comunitárias.
De acordo com Soon Hee Han, foram seguidos os mais altos padrões de produção, com responsabilidade socioambiental e respeito à biodiversidade brasileira, para fazer parte da rede Origens Brasil.
“Comprovamos também que todos os ativos naturais utilizados em nossos produtos, como copaíba, andiroba, pracaxi, breu e pau-rosa, provenientes de empresas parceiras certificadas pelo próprio programa, garantindo impacto positivo para os povos da Amazônia e a preservação da floresta. Como estamos em um estágio de tração, esse selo só vem para reafirmar a importância das nossas parcerias comerciais com as comunidades e reservas de desenvolvimento sustentável”, argumenta.
Uma delas é a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, nos municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga (AM), que extrai de forma sustentável o óleo resina da copaíba, um ativo de grande complexidade para ser usado em cosméticos. “Temos o objetivo de escalar como negócio para garantir contratos anuais com essas cooperativas. E vai além de uma relação comercial, promovemos ainda renda, segurança alimentar e a proteção contra todas as formas de violência, incluindo a doméstica”, revela Soon Hee Han.
A expectativa dessa parceria é proteger ainda mais os quase dez milhões de hectares protegidos pela rede Origens Brasil. “Dessa forma, a startup continua avançando como uma referência no setor de clean beauty, no país e fora dele, reforçando sua missão de cuidar da floresta, dos povos originários e da beleza das pessoas”, conclui Yuri Han.
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