
O segmento de bebidas sem álcool vêm respondendo de forma dinâmica à tendência global de busca por mais saúde e bem-estar. Para suprir a demanda crescente, além de alternativas aos néctares e refrigerantes que atendem ao público abstêmio em busca de menos açúcar e conservantes, a indústria tem colocado no mercado uma série de novidades. São cervejas, vinhos, destilados e coqueteis não etílicos, que impulsionam as vendas.
As bebidas alcoólicas seguem sendo um mercado trilionário. Neste ano, a expectativa é de que as vendas em todo o mundo alcancem US$ 1,7 trilhão, e sigam crescendo 2,46% ano, até 2029, de acordo com estudos da Statista. "Mas os jovens, preocupados com questões como saúde mental e bem estar, estão buscando um estilo de vida mais equilibrado, sem abrir mão de sabor e de hábitos arraigados de socialização", afirma Fabiano Zettel, sócio da Moriah Asset, veículo de investimento brasileiro especializado no segmento de saúde e bem-estar.
No Brasil, assim como em países como os Estados Unidos, a Geração Z, nascida entre 1995 e 2010, bebe menos e com menor frequência que gerações anteriores. É o que indicam diferentes estudos. O Relatório Covitel, de 2023, por exemplo, mostrou que o percentual de brasileiros entre 18 e 24 anos que consomem álcool três ou mais vezes por semana caiu de 10,7%, antes da pandemia, para 8,1%, em 2023. Outro levantamento, da Mind & Hearts, do grupo HSR Specialist Researchers, mais recente, indica que 36% da Geração Z bebe no máximo uma vez por mês, enquanto nas gerações Y e X o percentual cai para 32%.
A moderação no consumo de álcool é uma tendência global e tem o Brasil como um dos protagonistas. Mundialmente, a previsão é de que as vendas de bebidas não alcoólicas cresçam 7% ao ano, até 2028, adicionando mais de US$ 4 bilhões ao mercado anualmente, de acordo com a IWSR, principal empresa global de análise e dados sobre o mercado de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. É um percentual quase duas vezes maior que o de crescimento das alcoólicas. No Brasil, a expectativa é de expansão de 10% ao ano, três vezes maior.
O país já é o segundo maior mercado de cervejas sem álcool do mundo. Em 2018, ocupava a sétima posição. Hoje, perde apenas para a Alemanha, segundo a World Brewing Alliance (WBA), associação global que representa a indústria cervejeira.
Em supermercados e empórios, há grifes locais de Gin, como a Nulla; vinhos, como os da La Dorni, e cervejas artesanais não etílicas, como a Etapp e a Cervejaria Campinas, além de versões zero álcool de grandes marcas (Heineken, Corona e Guinness, entre outras).
Mas o movimento não se restringe a produtos de prateleira. Nas principais capitais brasileiras, coqueteis sem álcool ganham espaço na carta de restaurantes e bares especializados, seguindo uma tendência já consolidada em metrópoles como Londres e Nova York. Em São Paulo, por exemplo, podem ser encontrados no Belô, no Guilhotina, no MoMa, no BEC Bar e na Casa do Porco, entre mais de uma dezenas de outros.
Nas unidades do Empório Frutaria, rede de restaurantes da qual a Moriah é sócia, voltado a um público que busca uma vida mais saudável, a busca por drinks sem álcool subiu em 38%, em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2024.
"São números e exemplos que demonstram as imensas oportunidades do mercado brasileiro, que tem tudo para ser protagonista nessa indústria: biodiversidade (matérias-primas para bebidas botânicas), conhecimento e experiência no agronegócio e um consumidor ávido por novidades. Cabe às empresas e a nós, investidores, capturar essa onda", afirma Zettel.
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