
Nos últimos anos, o mercado de locação de imóveis tem acompanhado uma mudança significativa no perfil das garantias exigidas para fechar contrato. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) apontam que, entre janeiro e setembro de 2024, os prêmios arrecadados com a adesão ao seguro fiança locatícia somaram R$ 1,29 bilhão, representando um crescimento de 25,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, esse movimento tem sido acompanhado na prática. De acordo com o Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi-SP), 14% dos imóveis alugados na capital contam com o seguro fiança locatícia como garantia.
A especialista da Genebra Seguros, Laura Arruda, observa que o interesse pelo modelo pode estar diretamente relacionado à flexibilidade e à cobertura mais ampla que o produto oferece. “Um dos principais sinais é o aumento na emissão de apólices pelas seguradoras. Além disso, tanto imobiliárias quanto proprietários têm demonstrado maior interesse, exigindo o seguro como garantia mais frequentemente”, ressalta.
Arruda destaca que essa tendência também pode ser atribuída à mudança no perfil dos locatários, que buscam alternativas menos burocráticas e mais acessíveis. “A praticidade é uma grande vantagem. O inquilino não precisa de um fiador nem de uma alta quantia em dinheiro para o ‘caução’. Muitas seguradoras ainda permitem o parcelamento do valor, tornando o pagamento mais acessível”, explica.
“Para o proprietário, o seguro oferece uma garantia mais robusta, cobrindo não só o aluguel, mas também encargos como IPTU, condomínio, água e luz, além de assistência jurídica em caso de atraso no pagamento. Há uma percepção maior de segurança jurídica e previsibilidade na cobrança”, acrescenta.
Além dessas coberturas básicas, a especialista afirma que algumas seguradoras também têm ampliado os serviços inclusos, incorporando, em alguns casos, suporte em ações de despejo, pagamento de honorários advocatícios e até proteção contra danos ao imóvel, incluindo reparos e pintura ao término do contrato.
Embora o avanço seja expressivo, Arruda explica que o setor ainda enfrenta desafios, como o desconhecimento do produto por inquilinos e locadores. “Muitos ainda não entendem bem como funciona ou acham que o seguro é mais caro que outras garantias”, aponta. Outro ponto de atenção, segundo ela, é a rigidez na análise de crédito, que pode dificultar a aprovação para inquilinos informais. “Além disso, alguns proprietários têm resistência cultural, preferindo o fiador por tradição”, completa.
Ainda assim, as perspectivas são positivas. Para a especialista da Genebra, a evolução digital e as adaptações no processo de contratação devem elevar a adesão nos próximos anos. “O seguro fiança continuará crescendo, impulsionado pela digitalização e pela melhoria nos processos de análise”, sugere.
Ela reforça ainda que o produto não deve ser visto apenas como um mecanismo de garantia, mas como uma solução moderna, acessível e segura para todos os envolvidos. “Com mais informação e orientação, acreditamos que mais pessoas verão os benefícios desse produto e o escolherão como primeira opção”, finaliza.
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