
A decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, provocou reação imediata do governo federal e do setor produtivo — especialmente da cadeia de rochas naturais, que tem nos EUA seu principal destino de exportação.
A medida foi classificada como absurda e prejudicial à economia brasileira, com potencial de causar perda de competitividade, cancelamentos de pedidos e impacto direto em empregos e renda no país.
Nesta terça-feira (15), o Centrorochas, entidade que representa o setor, participou da primeira reunião do recém-criado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, liderado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
O encontro reuniu representantes da indústria nacional e ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento).
Durante a reunião, o superintendente do Centrorochas, Giovanni Francischetto, alertou que os exportadores brasileiros estão sendo orientados por clientes americanos a segurar embarques até que haja clareza sobre o impacto da tarifa.
“Isso paralisa negócios e gera incerteza para quem emprega, produz e gera renda no Brasil”, pontua Francischetto.
O superintendente lembra que o setor de rochas naturais, com forte presença capixaba, é diretamente afetado.
“Somente em 2025, o segmento já exportou US$ 426 milhões para os Estados Unidos, crescimento de 24,6% em relação ao ano anterior. O Espírito Santo responde por mais de 94% desse volume”, detalha.
Diante da gravidade da situação, a Centrorochas está articulando diversas ações institucionais:
– Diálogo com o Natural Stone Institute (EUA), que organiza encontros com representantes de importadores norte-americanos em Washington para pressionar o governo dos EUA;
– Apoio da ApexBrasil para intermediar negociações e participar de rodadas com representantes do governo americano;
– Articulação com a Emerald, gigante do setor de eventos e responsável pela KBIS, que enviou carta ao governo brasileiro reforçando a importância do setor de rochas para a economia americana;
– Defesa de um pedido formal de adiamento da tarifa por pelo menos 90 dias, medida vista como urgente por todos os setores presentes.
Francischetto argumenta que essa tarifa não penaliza apenas empresas, ela penaliza cidades, trabalhadores e famílias inteiras que dependem dessa cadeia produtiva.
“O setor de rochas é exemplo de sustentabilidade, geração de emprego e inovação — e está sendo injustamente punido”, afirmou Francischetto.
A reunião reforçou que buscar novos mercados, nesse momento, não é uma solução viável, e que a prioridade deve ser a negociação diplomática urgente para evitar prejuízos ainda maiores ao Brasil.
O Centrorochas reafirma seu compromisso de atuar de forma técnica e colaborativa, junto às autoridades brasileiras e aos parceiros internacionais, para preservar empregos, manter a competitividade do setor e garantir segurança nas relações comerciais com os Estados Unidos.


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