
Em outubro, mais de 764 mil estudantes da rede estadual de São Paulo participam da edição 2026 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O exame, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) a cada dois anos, é a principal ferramenta de acompanhamento e aferição da qualidade do ensino no Brasil. Para preparar alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, público-alvo da prova, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lançou um desafio às escolas e vai premiar as turmas com melhores resultados.
Até o 4º bimestre, os estudantes devem realizar uma série de atividades propostas por professores das disciplinas de língua portuguesa e matemática, além de orientação de estudos — componente exclusivo do 9º ano e 3ª série. A cada quinzena, os resultados e o ranking por ano/série serão publicados no sistema Painel Escola Total.
Serão adicionados pontos extras às classes que tiverem alta frequência no dia de realização do Saeb e com bom desempenho na Prova Paulista do 3º bimestre. Cada escola terá autonomia para preparar taças simbólicas para as classes de cada ciclo que ocuparem as primeiras colocações.
“O engajamento em uma avaliação padronizada como o Saeb é um desafio para todas as redes, não só a de São Paulo. Por isso, precisamos criar diferentes estratégias para incentivar os estudantes. A expectativa é que a mobilização das escolas estaduais ajude também as turmas a desenvolverem suas aprendizagens e, consequentemente, a obter um bom desempenho no Saeb”, explica Renato Feder, secretário da Educação de São Paulo.
PDDE Grêmios 2026
Outra iniciativa atrelada ao Saeb é a bonificação aos grêmios estudantis. Neste ano, de maneira inédita, a Secretaria premiou em R$ 55 milhões as escolas que atingiram as metas ouro e diamante do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), com repasses via Programa Dinheiro Direto na Escola Paulista (PDDE). Em 2026, o cálculo levará em conta o desempenho dos estudantes na prova nacional.
Os recursos devem ser, obrigatoriamente, aplicados em projetos alinhados em, ao menos, um dos eixos: cultura, esporte, meio ambiente, ciência e tecnologia, comunicação, direitos humanos, saúde, protagonismo juvenil, promoção de equidade e diversidade e convivência e cultura de paz.
As agremiações de escolas que atingirem a meta ouro receberão R$ 50 por estudante. Já para a meta diamante o valor do repasse por estudante é de R$ 100. A expectativa é destinar, no mínimo, R$ 5 mil e, no máximo, R$ 70 mil por unidade, a depender do tamanho da escola.
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