
O Parque Estadual de Itaúnas (PEI) é conhecido por suas dunas móveis e ampla biodiversidade. Por lá, a experiência está indo além do turismo ecológico com o Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação (PVUC), uma iniciativa do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que visa à participação da sociedade civil na preservação do meio ambiente e na educação ambiental em unidades de conservação. As atividades no PEI tiveram início no último dia 08 e seguem até o próximo dia 30.
De acordo com o analista de Meio Ambiente do Iema, Terence Jorge Nascente, o papel dos voluntários é essencial para o funcionamento e desenvolvimento das atividades nas unidades de conservação. Os voluntários compartilham detalhes sobre a sua jornada.
“Tem uma importância considerável, principalmente no cumprimento dos objetivos das unidades de conservação, com destaque para a elaboração e execução de ações de sensibilização ambiental, monitoramento de impacto, comunicação social e orientação aos visitantes. Os voluntários também têm a oportunidade de vivenciar a rotina de gestão das unidades, adquirindo bastante experiência na área da conservação da natureza”, afirma.
Entre os voluntários que atuam no parque, está Julierme Seleguine Ranpineli Junior, estudante de Engenharia Metalúrgica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifes) - Campus Vitória. Apesar da formação técnica voltada para a indústria, o voluntário revela que sua intenção sempre esteve próxima da Biologia. O voluntariado, segundo ele, foi uma chance de voltar a esse universo:
“Sempre tive uma proximidade com a Biologia e era meu sonho fazer esse curso, porém o destino me colocou em Engenharia Metalúrgica no Ifes de Vitória. Vi esse voluntariado como uma oportunidade de me aproximar novamente da área que almejo. Participar de atividades de educação ambiental com pessoas que chegam sem conhecer toda a riqueza do lugar, sua história de soterramento e migração, além das espécies e comunidades locais, é uma experiência de vida única. Agrega demais à realização profissional e pessoal.”
Já para a bióloga Ana Carolina de Pádua Caetano, de 26 anos, o voluntariado em Itaúnas representou uma imersão em práticas de conservação que vão além da teoria acadêmica.
“A experiência tem sido única, além de conhecer o histórico cultural de Itaúnas, participei de trilhas, monitoramento de praias, educação ambiental e até resgate de fauna. Como a captura de jacarés para uma reportagem. O pôr do sol sobre as dunas no fim do dia foi absolutamente inesquecível. Mas o que mais me impactou foi o espírito colaborativo: trabalhar com pessoas motivadas traz uma energia única, onde você sente que aprende tanto quanto contribui”, relata.
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