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Disputa de narrativas marca episódio envolvendo esgoto

No Rio Itapemirim

25/08/2025 às 13h03
Por: Cidade na Rede Fonte: A Redação
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Reprodução
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Um episódio envolvendo o despejo de esgoto no Rio Itapemirim, em Cachoeiro de Itapemirim, descoberto na última sexta-feira (22), gerou diferentes versões sobre sua causa e responsabilidade.

A BRK Ambiental, concessionária de água e esgoto da cidade, afirma que a situação ocorreu em função de obras complexas nos interceptores do sistema de esgoto, nas proximidades da ETE Coronel Borges.

Segundo a empresa, máquinas, equipamentos e uma força-tarefa foram mobilizados, e o sistema já opera normalmente.

A BRK reforça que as intervenções fazem parte de um programa de manutenção preventiva, com monitoramento do curso d’água e licenças ambientais vigentes, e que, até o momento, não recebeu notificações oficiais.

Em contrapartida, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro (Agersa) aponta que a concessionária foi autuada após o lançamento de esgoto sem tratamento no rio, em ação realizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

A agência considera o episódio muito grave, atribuindo-o a falhas na execução da manutenção, que teriam provocado o despejo de todo o esgoto da cidade no rio durante quatro dias.

O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) divulgou que foi acionado na sexta-feira (22) para investigar o incidente.

Durante a vistoria, a equipe identificou vazamentos em dois pontos distintos de uma área de bombeamento às margens do rio.

Segundo o instituto, a atividade está sob a competência do licenciamento ambiental do município e todas as informações coletadas serão encaminhadas à administração municipal para adoção das providências cabíveis.

“O Iema reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos ambientais estaduais e municipais para garantir o controle efetivo e a fiscalização de empreendimentos que possam impactar os recursos naturais e a saúde da população”, afirma Gilberto Sipioni, diretor-presidente em exercício do Iema.

Segundo a Agersa, a BRK não possui plano de contingência, o que agravou os impactos, e o caso já foi encaminhado ao Ministério Público e a outros órgãos ambientais.

A agência alerta ainda que o esgoto da margem sul da cidade continua sendo despejado sem tratamento, e não há previsão de conclusão da obra.

O episódio evidencia a disputa de narrativas entre a concessionária e a agência reguladora, com divergências sobre responsabilidades, medidas adotadas e impactos ambientais.

Enquanto a BRK ressalta a legalidade das obras e a manutenção do sistema, a Agersa enfatiza a gravidade da situação e os riscos decorrentes da ausência de um plano de contingência.

Segundo o Iema, o órgão continua atuando para monitorar os impactos ambientais e orientar medidas corretivas.

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