
A Assembleia Legislativa promoveu, na última quinta-feira (4), em Atílio Vivácqua, um encontro da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtornos Neurobiológicos.
O objetivo foi discutir caminhos para ampliar a inclusão e o respeito a quem convive com condições como autismo, TDAH, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
A reunião aconteceu na Câmara Municipal e contou com a participação de especialistas, autoridades, representantes de instituições e pessoas com diagnóstico.
A neuropsicopedagoga Rhaíssa Paris, palestrante do evento, explicou que os transtornos neurobiológicos não devem ser confundidos com dificuldades de aprendizagem.
“São condições de origem biológica, como o TEA e o TDAH, que acompanham a pessoa por toda a vida. O diagnóstico precoce e políticas públicas adequadas fazem diferença no desenvolvimento”, destacou.
Ela defendeu também a qualificação de profissionais da saúde para identificar corretamente os casos.
O assessor parlamentar Gabriel Cipriano, de 23 anos, que é autista nível 1, compartilhou sua experiência pessoal. Ele recebeu o diagnóstico apenas aos 14 anos.
“Antes, era visto como preguiçoso na escola, mas o que havia era um déficit de atenção. O diagnóstico foi um redescobrimento. Hoje sou prova de que temos capacidade de aprender, desenvolver e participar da sociedade”, afirmou.
A assistente social Rosilene Mendonça, da Pestalozzi de Atílio Vivácqua, ressaltou que a entidade atua em parceria com o município nas áreas de educação, saúde e assistência social.
“Precisamos esclarecer a sociedade e quebrar tabus, mostrando que ser diferente é normal”, disse.
O prefeito Helinho Lima (PSB) destacou as ações locais de apoio às pessoas com transtornos.
“Contamos com neuropediatra para atender a população e buscamos ampliar políticas públicas voltadas para essa parcela da comunidade”, garantiu.
O deputado Allan Ferreira (Pode), presidente da frente parlamentar, reforçou a importância do trabalho conjunto entre os diferentes níveis de governo.
“Falar de inclusão é falar de futuro justo para todos. É preciso união de esforços para garantir políticas que realmente façam a diferença”, afirmou.
Ele lembrou que já apresentou propostas na Ales, como a lei que criou o Selo Empresa Amiga do Autista.
Durante o encontro, foram levantadas demandas como a isenção de taxa de inscrição em concursos públicos e a ampliação de oportunidades de emprego para pessoas com transtornos neurobiológicos.
Além das falas principais, participaram vereadores da cidade, assessores parlamentares, representantes da Pestalozzi e pessoas com diagnóstico, reforçando a importância do debate coletivo.
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