
Trabalhadores que atuam na altura, próximo à rede elétrica, devem redobrar a atenção, conforme alerta da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) , que lembra na rede da Cemig, os três fios superiores de muitos postes podem atingir até 13.800 volts, enquanto em residências a tensão é de 127 e 220 volts. Nesse nível de energia, o choque pode ocorrer mesmo sem que haja toque no cabo: a aproximação já pode provocar um arco elétrico capaz de causar acidentes graves.
A Cemig recomenda que, ao movimentar ferramentas, calhas, andaimes ou qualquer equipamento próximo à rede, deve-se manter, no mínimo, 1,5 metro de distância e, sempre que possível, ampliar essa margem de segurança.
Além do distanciamento, a prevenção exige preparo. Ao executar atividades em altura, o uso do cinto de segurança conectado a uma linha de vida é indispensável, assim como escadas firmemente amarradas e bem apoiadas. Muitas ocorrências relacionadas à rede elétrica acabam se agravando por quedas em consequência do choque, que podem resultar em ferimentos severos ou até em fatalidades.
"O uso de equipamentos de proteção individuais e coletivos é indispensável. Boa parte dos acidentes próximos à rede elétrica tem relação com a queda de altura, e não apenas com o choque em si", ressalta o técnico de Segurança do Trabalho da Cemig, Gabriel Herculano.
Entre os cenários mais comuns de risco, estão os serviços de pintura de fachadas. Profissionais que utilizam extensões de rolos devem redobrar a atenção, já que cabos metálicos, como os de alumínio, conduzem eletricidade, e até mesmo cabos de madeira podem se tornar condutivos ao se aproximarem de uma rede energizada. O gesto de afastar o corpo da parede para alcançar áreas mais altas pode aproximar a haste do rolo dos cabos aéreos, aumentando o risco de choque por aproximação.
Em determinadas situações, a instalação de barreiras protetoras é necessária para impedir que materiais cheguem perto dos fios. Como os pavimentos superiores ficam mais próximos da rede, é fundamental evitar manipular objetos longos ou condutivos em sacadas e beirais. Outro fator essencial é contar com profissionais capacitados e com experiência comprovada em segurança do trabalho, o que reduz falhas e garante melhor planejamento das atividades, incluindo avaliação do entorno e definição de rotas seguras para içamento de materiais.
Compartilhamento de postes
Os riscos também se estendem a instaladores de TV a cabo, telefonia e internet que trabalham em postes compartilhados e fachadas residenciais. Mesmo em serviços restritos à passagem de cabos de telecomunicação, a proximidade com a rede elétrica representa perigo real de arco elétrico. A recomendação é manter pelo menos 1,5 metro de distância dos condutores de média tensão energizados (fios superiores), planejar o trajeto dos cabos antes de subir e evitar que bobinas, cordas de lançamento, bastões, escadas ou cordoalhas metálicas se aproximem da zona de risco. Escadas devem estar bem amarradas e ancoradas, e o uso de equipamentos de proteção individual, como cinto com linha de vida, capacete e luvas adequadas, além da sinalização do entorno, é obrigatório.
Nas operações de lançamento e tensionamento de cabos, a disciplina operacional é decisiva. O caminho do cabo deve ser organizado no solo antes de içá-lo, mantendo os pontos de ancoragem longe dos condutores elétricos. O uso de passagens e roldanas isolantes é indispensável, assim como evitar manobras que empurrem o corpo ou a lançadeira em direção aos fios.
"A Cemig reforça que a pressa é inimiga da segurança. Cada centímetro adicional de distância reduz o risco de choque e de quedas subsequentes, que são as duas principais causas de gravidade em acidentes nesse tipo de serviço”, afirma o técnico Gabriel Herculano.
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