
O Projeto de Lei 2.424/2022, que propõe alterações no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), continua em análise no Senado Federal. A matéria, de autoria do ex-senador Lasier Martins, foi recentemente aprovada pela Comissão de Segurança Pública e segue para votação em Plenário.
A tramitação ocorre em um período em que dados públicos indicam variações no número de armas legalmente registradas no país. Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o volume total de armas com registros ativos junto à Polícia Federal ultrapassa 2 milhões. Entre 2017 e 2022, o número de armas registradas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) cresceu 144,3%.
Especialistas que acompanham o tema analisam que mudanças legislativas podem gerar impactos operacionais nos órgãos responsáveis pela fiscalização. Sandro Christovam Bearare, instrutor de armamento e tiro e coordenador de cursos de formação na área, da empresa Propoint, observa que a forma como as normas são redigidas influencia diretamente a execução dos procedimentos administrativos. "A clareza nas regras é fundamental para garantir previsibilidade tanto para os órgãos de controle quanto para os cidadãos que cumprem as exigências legais", afirma.
O PL 2.424/2022 propõe, entre outras medidas, a retirada da exigência de declaração de efetiva necessidade para aquisição de arma de fogo e a redução da lista de documentos obrigatórios. O texto também prevê que o certificado de registro possa funcionar como autorização para transporte da arma descarregada entre residência e local de trabalho.
De acordo com dados do portal oficial da Polícia Federal, o Brasil contabiliza aproximadamente 4,8 milhões de armas de fogo sob fiscalização, considerando registros ativos, vencidos e armas de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores). A transferência de atribuições do Exército para a Polícia Federal, determinada em 2023, ampliou o escopo de fiscalização do órgão.
Para Bearare, eventuais alterações normativas demandam preparação institucional. "Quando o marco regulatório é atualizado, há impacto na rotina dos órgãos responsáveis. Isso exige alinhamento técnico, capacitação de equipes e clareza operacional para que a implementação ocorra de forma adequada", complementa o especialista.
Com os dados oficiais e as análises técnicas em evidência, o setor acompanha o andamento legislativo em busca de maior segurança normativa e previsibilidade para futuras adaptações, caso o texto seja aprovado pelo Congresso Nacional.
Sobre o especialista: Sandro Christovam Bearare é instrutor de armamento e tiro com mais de 15 anos de experiência, coordenador de cursos de formação na área de segurança e defesa pessoal.
Negócios Riopae celebra 26 anos com foco em proteção integral
Negócios Brasil amplia demanda por insumos críticos na mineração
Economia Alta no turismo impulsiona planejamento de viagens
Economia Judicialização amplia busca de seguro por advogados Negócios WIKA investe R$ 100 mi e torna unidade brasileira hub para a América Latina Grupo alemão, que fatura € 1,3 bilhão globalmente, quer dobrar receita regional até 2030 com nova planta em São Paulo
Negócios Tecnogera lança vertical de locação de compressores sem óleo Mín. 20° Máx. 29°
