
O Brasil é o país que mais mata travestis e transsexuais no Brasil, e essa informação diz muito sobre os espaços e oportunidades que as pessoas trans ocupam atualmente na sociedade. Uma pesquisa da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transsexuais) mostra que apenas 10% dessa população se encontra empregada no mercado de trabalho formal e 90% sobrevivem por meio da prostituição, por falta de oportunidades.
Em pesquisa realizada pela Andifes revela que pessoas trans e travestis representam apenas 0,2% dos estudantes em instituições públicas de ensino superior. Impactando diretamente no ambiente das empresas para inclusão dessas pessoas, outro dado disponibilizado no relatório da Antra , 88% dos entrevistados acredita que "as empresas não estão preparadas para contratar ou garantir a permanência de pessoas trans em seus quadros".
O Programa SuperEstag Trans, exclusivo para estudantes transexuais, surge da necessidade de auxiliar na empregabilidade de minorias, de forma que essas pessoas, desde a universidade, já consigam se inserir em trabalhos formais no mercado, e, a partir disso, consigam alavancar suas carreiras.
A Academia do Universitário tem como objetivo conectar pequenas e grandes empresas aos estudantes trans que estão em busca de se inserir no mercado, e, além disso, promover o incentivo e capacitação nas empresas para receberem os estudantes.
O Programa não é sazonal, está aberto para inscrições desde o início do mês de junho e não possui um prazo de fechamento, tendo em vista que o propósito é inserir o máximo de estudantes e atrair novas empresas que tenham foco no desenvolvimento em diversidade e inclusão.
O formulário de inscrição está disponível no link: bit.ly/QueroSerSuperEstagAU
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