
A transformação digital das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) entrou em uma nova fase. Em 2026, gestão integrada, automação e uso estruturado de tecnologia tornaram-se elementos centrais da competitividade das PMEs brasileiras, que enfrentam um cenário de margens pressionadas, maior complexidade operacional e necessidade crescente de decisões estratégicas baseadas em dados.
Segundo levantamento divulgado pelo Sebrae, 76% dos pequenos negócios já utilizam tecnologia na gestão diária, índice que chega a 96% entre empresas de pequeno porte (EPPs). O dado revela um nível recorde de digitalização e consolida a base tecnológica necessária para a adoção de sistemas de gestão integrada.
Além da digitalização básica, a automação de processos vem ampliando ganhos de eficiência. O estudo "Digitalização e Automação: Pivôs para o Crescimento das PMEs em 2025" aponta que a automação pode reduzir em até 20% os custos administrativos e aumentar a eficiência operacional em até 80%, ao eliminar retrabalho, falhas manuais e sistemas paralelos. O movimento reforça a importância de plataformas integradas que centralizam informações e conectam áreas como financeiro, estoque, vendas e operações.
O avanço da gestão integrada também se reflete no mercado de tecnologia. De acordo com o estudo "Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2025", produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a IDC, o setor brasileiro de software deve crescer cerca de 9,5% ao ano, acima da média global. O relatório aponta ainda que mais de 33% das empresas brasileiras planejam investir em sistemas de gestão (ERPs) até 2026, impulsionando a expansão do mercado nacional, que deve praticamente dobrar até o fim da década.
Para Guilherme Sallati, Diretor de Operações da Upper, consultoria SAP Gold Partner há quase duas décadas e com mais de 500 projetos implantados em SAP Business One e BR One, o crescimento do investimento em ERPs reflete uma mudança de mentalidade nas PMEs.
"O ERP precisa apoiar decisões estratégicas. Quando a empresa integra operação, financeiro e indicadores em uma única plataforma, ganha previsibilidade e consegue crescer com mais segurança", afirma.
Segundo o executivo, a gestão integrada reduz gargalos invisíveis, melhora indicadores e permite que a empresa responda com mais agilidade às mudanças do mercado. "Não se trata apenas de digitalizar processos, mas de estruturar a gestão para competir por valor, e não apenas por preço", completa.
Dessa forma, a consolidação dos ERPs e sistemas de gestão integrados como eixo central da operação reforça uma transformação estrutural nas PMEs brasileiras.
Tecnologia Knewin lança módulo de reputação com indicador próprio
Tecnologia Tecnologia cria proteção contínua contra o Aedes aegypti
Tecnologia Estratégias de prospecção direcionam a advocacia em 2026 Mín. 21° Máx. 33°
